Ex-presidente sul-africano Zuma e grupo francês Thales serão julgados em maio por corrupção

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O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma

O julgamento por corrupção contra o ex-presidente Jacob Zuma e o grupo francês Thales, em um caso de mais de duas décadas atrás, será realizado em maio, decidiu um tribunal sul-africano nesta terça-feira (23).

Zuma, de 78 anos, que foi presidente entre 2009 e 2018 antes de ser forçado a renunciar após uma série de escândalos, é acusado de fraude, corrupção e extorsão, relacionadas a um contrato gigantesco de equipamento militar concluído em 1999, quando era vice-presidente.

Ele é acusado de ter embolsado quatro milhões de rands (cerca de 224.000 euros, 272.000 dólares) da Thales, uma das empresas que ganhou um enorme contrato no valor de 30 bilhões de rands (cerca de 2 bilhões de dólares).

Desde sua acusação, o ex-presidente interpôs vários recursos para anular as denúncias.

Thales, acusada de corrupção, extorsão e lavagem de dinheiro no caso, contestou a acusação de extorsão no final de 2020.

Finalmente, após vários adiamentos, o tribunal de Pietermaritzburg anunciou que o caso será julgado entre 17 de maio e 20 de junho.

Ausente durante o anúncio, Jacob Zuma também terá uma audiência com uma comissão encarregada de investigar a corrupção generalizada no governo durante seus nove anos como presidente do país.

O ex-chefe de Estado até agora evitou prestar contas. Mas na segunda-feira, a comissão pediu que o ex-presidente fosse preso por se recusar "intencionalmente e ilegalmente" a testemunhar.

Mergulhado em muitos escândalos, Zuma foi forçado a renunciar e foi substituído em 2019 por Cyril Ramaphosa, que jurou erradicar a corrupção no país.

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