Ex-presidente sul-africano Zuma pede anulação de sua pena de prisão

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O ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma

O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, que tem até domingo para se entregar à prisão, pediu a anulação de sua condenação em um recurso ao qual a AFP teve acesso.

O ex-chefe de Estado foi condenado na terça-feira a 15 meses de prisão pela Corte Constitucional, o máximo tribunal, por ter se negado a comparecer em meio a investigações por corrupção. A decisão, classificada como "histórica", não cabe recurso.

No entanto, em um recurso enviado à Corte, Zuma pede que a decisão seja "reconsiderada e anulada". O ex-presidente também apresentou um recurso ao tribunal de Pietermaritzburgo, na província de KwaZulu-Natal (leste), onde reside, pedindo a suspensão do prazo para entrar na prisão.

O veredito prevê que se Zuma não se apresentar pessoalmente a uma delegacia nos próximos dias, a polícia poderá prendê-lo e levá-lo à prisão.

Os advogados de Zuma afirmaram na quarta-feira que rejeitavam a decisão, a qual consideram "inconstitucional". Em seu recurso, o ex-presidente quer "convidar a Corte a revisar sua decisão e a simplesmente reavaliar se agiu de acordo com a Constituição ou se se excedeu nos poderes que lhe foram conferidos".

Alegando que sua saúde é "instável" e que a decisão de prendê-lo ameaça sua vida física, ele considera que o veredito é inadequado para atos de desacato à Justiça.

Jacob Zuma é acusado de ter roubado dinheiro durante os nove anos em que esteve no poder. Alvo de inúmeros escândalos, ele se viu obrigado a renunciar.

Desde a criação em 2018 de uma comissão de investigação de corrupção de Estado, o ex-presidente - que já havia sido acusado por quarenta testemunhas - fez de tudo para evitar dar explicações.

Sua condenação gerou protestos nas redes sociais e alguns seguidores do carismático ex-líder do Congresso Nacional Africano (ANC) foram até sua casa para manifestarem seu apoio.

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