Ex-secretário da presidência do Peru se entrega à Justiça

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O ex-secretário da presidência do Peru Bruno Pacheco, um dos homens mais procurados por um escândalo de corrupção que atinge o presidente Pedro Castillo, entregou-se à Justiça, após permanecer foragido por mais de 100 dias, anunciou a procuradoria nesta terça-feira.

"Quero anunciar a todos os peruanos que o senhor Bruno Pacheco se entregou à Justiça", disse a procuradora-geral da Nação, Patricia Benavides, em um comunicado.

Pacheco está sob custódia policial desde sábado, quando negociou sua entrega com promotores especiais, segundo a procuradora. Ex-homem de confiança de Castillo, ele ficou foragido por 103 dias e é investigado desde o fim de 2021 por suspeita de enriquecimento ilícito e tráfico de influência, depois que US$ 20 mil em dinheiro foram encontrados no banheiro de seu gabinete no Palácio do Governo, sede do Executivo.

O presidente peruano considerou "satisfatório" que Pacheco, seu ex-braço direito, tenha-se colocado à disposição da Justiça. "Isso mostra a falsidade sobre a suposta proteção do Executivo. Esperamos que a verdade se imponha", disse Castillo no Twitter.

Castillo é alvo de cinco investigações, uma situação inédita para um presidente em exercício.

Após a entrega de Pacheco, o Poder Judiciário alterou nesta terça-feira uma ordem de prisão preventiva contra ele emitida em abril por uma de prisão domiciliar.

O advogado de Castillo, Benji Espinoza, expressou seu incômodo com a demora em tornar pública a entrega de Pacheco, funcionário que renunciou ao cargo em novembro, após a descoberta do dinheiro no banheiro, cuja origem ele não conseguiu explicar com firmeza.

Os US$ 20.000 foram o ponto de partida para a investigação de um consórcio suspeito de obter obras públicas em troca de dinheiro. O caso, conhecido como Puente Tarata III, visa a determinar se um ex-ministro dos Transportes, seis parlamentares e um sobrinho de Castillo faziam parte de uma rede criminosa chefiada pelo presidente para conceder contratos de obras públicas. Castillo depôs no mês passado sobre esse caso.

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