Ex-secretário do Tesouro americano afirma que país terá inflação continuada e que Fed deveria agir logo

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RIO — Em um momento que muito se discute até quando deve durar a política monetária expansionista do Federal Reserve, Banco Central americano, o ex-secretário do Tesouro do país, Lawrence Summers, afirmou que já passou o momento de cortar os estímulos.

Em participação no Macro Day 2021 , organizado pelo Banco BTG Pactual, Summers disse que o auxílio dado pelo governo americano para combater os efeitos da pandemia foi maior que o necessário e que os Estados Unidos deverão ter uma pressão inflacionária continuada.

— O auxílio que nós fornecemos foi muito grande com relação a lacuna que estávamos testemunhando. Quando você joga muita água na banheira, ela acaba transbordando — disse Summers, referindo-se ao aumento de liquidez no cenário global.

O ex-secretário reconheceu que as autoridades monetárias costumam ser mais cautelosas antes de tomar decisões, mas, reforçou que o Fed terá que enfrentar o problema inflacionário em algum momento.

— O meu palpite é que quanto mais lentamente eles (Fed) reagirem no curto prazo, mas fortemente terão que reagir no médio e no longo prazos.

Summers foi secretário do Tesouro americano no fim do governo de Bill Clinton. Para ele, a pandemia afetou mais a oferta do que a demanda, já que as pessoas puderam poupar recursos que eram investidos em serviços como viagens.

— As pessoas vão ver o PIB crescer 5% a 6% no terceiro e quarto trimestres, mas a oferta não acompanha esse ritmo — disse, acrescentando que enxerga o setor imobiliário como um dos principais responsáveis pela pressão inflacionária daqui para frente.

Nesta terça-feira, foram divulgados novos dados sobre o índice preços ao consumidor, indicador que é acompanhado de perto pelo Fed.

o Departamento do Trabalho americano, o índice de preços ao consumidor subiu 0,3% em agosto em relação a julho, abaixo das expectativas do mercado.

No acumulado de 12 meses, a alta é de 5,3%.

O núcleo do índice, que exclui componentes voláteis de alimentos e energia avançou 0,1% em agosto, após alta de 0,3% em julho. Esta é a menor alta para o núcleo em um mês desde fevereiro.

Na base anual, o avanço no núcleo é de 4%.

Na semana que vem, os dirigentes do banco voltam a se reunir para discutir a política monetária do país.

A expectativa é que a redução da compra de ativos, o chamado “tapering” comece ainda neste ano, mas não há qualquer data definida.

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