Ex-secretário de vigilância, Wanderson defende inclusão de professores como atividade essencial

Maurício Ferro
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JOSE DIAS / Divulgação

BRASÍLIA - Epidemiologista e ex-secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira afirmou nesta quinta-feira que é necessário incluir professores no decreto presidencial sobre atividades essenciais durante a pandemia.

– Temos que colocar no decreto presidencial que escola é uma atividade essencial. (…) Estou à disposição da Casa para contribuir na elaboração de qualquer instrumento normativo que queiram apresentar à sociedade – disse.

Wanderson integrou a equipe do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que atualmente se opõe ao presidente Jair Bolsonaro. Participou do início do combate à Covid-19 no país.

O ex-secretário defendeu a volta às aulas durante audiência pública por videoconferência organizada pela Câmara dos Deputados. O tema foi: “A Retomada das Aulas Presenciais na Educação Básica em 2021”.

Assim como Wanderson, o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, também se posicionou a favor da volta das atividades escolares. Afirmou que esta será uma prioridade em seu estado.

– Se tiver que fechar, a gente fecha bares, restaurantes… Mas não dá para fechar as escolas. (…) O governador João Doria já falou que nós podemos fechar tudo, mas não vamos fechar escolas – disse.

Rossieli disse que a vacinação de professores “tem que ser, sim, uma prioridade”. Declarou, no entanto, que não pode “depender da vacina” para executar a retomada das aulas. Ainda afirmou que “crianças não espalham o vírus e também sofrem muito menos com ele”, o que seria mais um argumento a favor das aulas presenciais.

Entre outros argumentos apontados para retomada das aulas estão: a preocupação com a evasão escolar; o aumento da violência contra crianças em casa e o papel social do colégio; e a volta às aulas em países europeus, onde o frio desta época do ano impõe ambientes fechados e pouco arejados (portanto, mais propícios à disseminação do vírus).

Já o principal apontamento para manter os colégios fechados é a segurança sanitária dos professores, que teriam que se submeter aos riscos da atividade presencial.