Ex-secretário da Polícia Civil e candidato a deputado federal é preso no RJ

O ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro Allan Turnowski. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro Allan Turnowski. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
  • Ele é investigado por envolvimento no jogo do bicho

  • Ex-secretário deixou a Polícia Civil para se candidatar

  • Ele é filiado ao PL, de Bolsonaro

O ex-secretário de Polícia Civil Allan Turnowski foi preso na manhã desta sexta-feira (9), pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, acusado de envolvimento com o jogo do bicho e organização criminosa.

Turnowski é candidato a deputado federal pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, com apoio do governador Claudio Castro. Ele deixou seu cargo na polícia em março para concorrer à vaga. As informações são do portal g1.

A investigação aponta que ele recebia propina do jogo do bicho e que fez parte de um plano para assassinar o bicheiro Rogério Andrade.

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Bruno Rulière, da 1ª Vara Criminal Especializada, e executado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

A prisão de Turnowski se deu em meio às investigações sobre o delegado Maurício Demétrio, também da Polícia Civil, que foi preso no ano passado. Ele é suspeito de forjar operações para incriminar adversários, corrupção e participação em um assassinato.

Outro alvo da investigação é o delegado Antônio Ricardo, ex-diretor da Delegacia de Homicídios. Nesta manhã, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua casa. Ele também é candidato a deputado estadual.

Allan Turnowski

Allan chefiou a Polícia Civil no Rio de Janeiro entre 2010 e 2011, no governo de Sérgio Cabral (MDB). Ele deixou a corporação após uma investigação da Polícia Federal, que acabou arquivada por falta de provas.

Ele voltou ao cargo em 2020, onde ficou até março, quando saiu para se candidatar a deputado federal. Sua gestão foi marcada por uma força-tarefa de combate às milícias, que prendeu mais de 1.200 pessoas.

Uma das principais críticas ao seu trabalho, no entanto, foi a Chacina do Jacarezinho, em maio de 2021, que deixou 28 mortos.