Ex-STF une a Felipe Neto para defender pessoas processadas por criticarem Bolsonaro

Colaboradores Yahoo Notícias
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O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Sepúlveda Pertence, e o youtuber Felipe Neto
O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Sepúlveda Pertence, e o youtuber Felipe Neto

Ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Sepúlveda Pertence passou a integrar a frente de advogados chamada “Cala Boca Já Morreu”, criada pelo youtuber Felipe Neto para defender gratuitamente pessoas processadas por criticarem o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Além de Sepúlveda e seu filho, Evandro Pertence, participam da iniciativa a advogada Taís Gasparian, uma das maiores especialistas em liberdade de expressão do país, e seus sócios, que foram advogados de presos políticos, Marco Antônio Barbosa e Samuel Mac Dowell; o advogado e ativista do movimento negro Joel Luiz da Costa; e o ex-deputado federal Miro Teixeira, que participou do processo de redemocratização e promulgação da Constituição.

O grupo se junta aos advogados Augusto de Arruda Botelho, Beto Vasconcelos, Davi Tangerino e André Perecmanis, pioneiros do projeto. As informações são da revista Época.

O projeto nasceu após o próprio produtor de conteúdo ser intimado a depor por chamar o presidente de "genocida". A denúncia foi feita pelo filho de Bolsonaro, o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Segundo a intimação, Felipe Neto estaria enquadrado na Lei de Segurança Nacional.

“A liberdade de expressão no Brasil está sob ataque de violentos inimigos da democracia. Querem intimidar e silenciar a todos aqueles que criticam autoridades públicas, eleitas pelo povo, e que exercem o poder que têm em nome desse mesmo povo. E para isso, se armam da Lei de Segurança Nacional, herança do passado mais terrível e assombroso do país: a ditadura militar”, disse Augusto de Arruda Botelho.

“O Cala-Boca Já Morreu será um grupo da sociedade civil que vai lutar contra o autoritarismo e que será movido pelo princípio de que quando um cidadão é calado no exercício do seu legítimo direito de expressão, a voz da democracia se enfraquece. Não podemos nos calar. Não podemos deixar que nos calem e não vamos”, finalizou Felipe Neto.