Ex-vereador Gabriel Monteiro preso por estupro é transferido para Presídio de Benfica

Ex-vereador Gabriel Monteiro foi acusado de estupro e de agressão por uma estudante de 23 anos
Ex-vereador Gabriel Monteiro foi acusado de estupro e de agressão por uma estudante de 23 anos

O ex-vereador Gabriel Monteiro foi transferido na manhã desta terça-feira (8), para o presídio de Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele teve a prisão preventiva decretada ontem, devido a um processo que responde por estupro. O ex-vereador se entregou na 77ª DP (Icaraí), onde estava preso.

No entanto, antes de ir para a delegacia, ele gravou um vídeo e publicou em suas redes sociais em que nega o crime e disse que vai provar sua inocência. A decisão é do juiz Rudi Baldi Loewenkron, da 34ª Vara Criminal do Rio.

“Fiquei sabendo pela minha advogada que foi decretada minha prisão preventiva por um crime que eu não fui escutado na delegacia. Respeito a decisão das autoridades, por isso estou vindo aqui. Não fui conduzido pela polícia, assim que fiquei sabendo eu vim imediatamente me entregar à Justiça porque eu acredito nela e sei que minha inocência será comprovada. Não só tecnicamente, mas para todo o Brasil de forma que fique incontestável qualquer acusação contra mim”, disse no vídeo.

O ex-parlamentar foi levado por volta das 7h40, para a unidade prisional. Ele foi retirado por uma porta lateral da delegacia onde estava detido. Monteiro ainda deve passar por exame de corpo de delito.

O caso

O ex-vereador foi acusado de estupro e de agressão por uma estudante de 23 anos. O caso teria ocorrido na casa de um amigo no dia 15 de julho deste ano, já depois da divulgação de outras denúncias contra ele, inclusive por estupro. O processo corre em segredo de Justiça.

Neste caso, o pedido de prisão preventiva faz parte de um novo processo, diferente, por exemplo, dos casos que foram analisados pelo Conselho de Ética da Câmara do Rio, que pediu a cassação do mandato do então vereador Gabriel Monteiro.

Segundo relatos da estudante, ela diz que conheceu Gabriel na boate Vitrinni, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e que foi levada para a casa de um amigo de Monteiro, no Joá, na Zona Sul.

No local, de acordo com a vítima, Gabriel teria a constrangido a fazer sexo com ele, com violência, passando uma arma no seu rosto, empurrando-a na cama, segurando seus os braços e dando tapas na cara da estudante.

Ainda nos relatos na delegacia, a mulher contou que Gabriel a empurrou para a cama, arrancou sua roupa e começou a se relacionar sexualmente com ela de "forma também violenta".

Ela disse aos investigadores que o ex-parlamentar passou a fazer perguntas e a cada resposta ou negativa ele batia em seu rosto. A mulher afirmou ainda que tentava se defender das agressões, mas o ex-PM lhe disse: "se você continuar assim, vai ser pior. Eu vou lhe espancar". Após isso, ela teria dito que parou de se defender e que começou a chorar.

Rudi Baldi Loewenkron, na decisão, também determinou que sejam apreendidos celulares e armas de fogo do acusado.