Ex-vice-procurador geral eleitoral diz que ação da PRF pode gerar cassação de diploma de candidato beneficiado

BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  25-05-2021, O vice procurador geral eleitoral Renato Brill de Goés posa para fotos em sua casa, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 25-05-2021, O vice procurador geral eleitoral Renato Brill de Goés posa para fotos em sua casa, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, postou neste domingo (30) em suas contas do Facebook e Instagram que as ações da Polícia Rodoviária Federal podem caracterizar abuso de poder e levar à cassação do registro ou diploma do candidato beneficiado.

"O que a PRF esta fazendo hoje, por ordem de sua direção-geral, sem precedentes na nossa história republicana, pode caracterizar abuso de poder de autoridade e ensejar a inelegibilidade dos seus atores e a cassação do registro ou diploma do candidato beneficiado", escreveu Brill na publicação intitulada "Respeitem democracia e o eleitor!".

Brill foi substituído em julho de 2021 no cargo por Paulo Gonet, próximo ao procurador geral Augusto Aras. Brill que pediu dispensa do cargo dias depois de entrar com representação contra Bolsonaro por propaganda eleitoral antecipada. Ele era um crítico do voto impresso defendido pelo bolsonarismo.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele afirmou que a proposta era "teoria da conspiração aliada a negacionismo da tecnologia".

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a PGE se omitiu e não ajuizou nenhuma ação eleitoral sobre fake news e uso da máquina na eleição presidencial durante a campanha.