EXAME/IDEIA: Com 50% de reprovação, Bolsonaro enfrenta recorde de rejeição há dois meses

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Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the launch of the Gigantes do Asfalto Program, which aims to reduce bureaucracy for cargo trucking, at Planalto Palace in Brasilia, on May 18, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro atingiu os 50% de reprovação, segundo pesquisa (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Bolsonaro está há dois meses com reprovação em 50%

  • Índice é o mais alto desde que Jair Bolsonaro assumiu o cargo

  • Aprovação do presidente caiu mesmo entre os evangélicos

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enfrenta o pior momento da avaliação desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2019. Segundo o levantamento EXAME/IDEIA, 50% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo. O patamar se mantém há dois meses.

  • Bom ou ótimo: 24%

  • Regular: 22%

  • Ruim ou péssimo: 50%

A pesquisa foi feita pelo EXAME/IDEIA com 1.243 pessoas entre os dias 17 e 20 de maio. As entrevistas foram feitas por telefone.

A avaliação positiva caiu entre os evangélicos, considerado um grupo fiel ao presidente. Em janeiro, o índice de evangélicos que consideravam a gestão de Bolsonaro como ótima ou boa era de 45%. Na nova pesquisa, o índice caiu para 39%. Entre eles, o ruim ou péssimo ficou em 31%.

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Na avaliação de Maurício Moura, fundados do instituto de pesquisa IDEIA, a principal motivo para a avaliação ruim se deve especialmente a vacinação contra a covid-19 no Brasil, que anda a passos lentos. Segundo Moura, a rejeição aumentou nas classes A e B, o que significa impaciência em relação ao processo de imunização.

“A gente percebe que ao longo do tempo houve um aumento no índice ruim e péssimo nas classes A e B (53%), de renda mais alta, o que significa uma impaciência em relação ao ritmo de vacinação. A pesquisa também mostra que tanto a expectativa de vacinação quanto o ritmo estão aquém do esperado da população brasileira e isso se relaciona bastante com a atual avaliação e aprovação do governo federal”, explicou à Exame.

Outro ponto levantado por Maurício Moura é a questão do auxílio emergencial. “Isso afeta diretamente a popularidade presidencial, é uma variável muito importante na questão da popularidade. E a vacinação também pela expectativa não cumprida”, aponta.

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