Excesso de conversas por vídeo podem piorar quadro de desordem ligada à aparência

RIO - Com o avanço da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, as medidas de isolamento social, para quem pode, podem ser ampliadas ainda mais. Mas, desde março que muitos entraram em quarentena e estão lidando com uma nova rotina. Entre as mudanças, o home office as reuniões online, em vídeo, se tornaram comuns. As plataformas de videoconferência se tornaram a principal maneira de manter contato não só no trabalho, mas também com amigos e familiares.

Porém, segundo especialistas ouvidos pelo jornal britânico Metro, algumas pessoas estão achando que essas conversas por vídeo estão desencadeando seu transtorno dismórfico corporal, uma condição de saúde mental que faz com que as pessoas se vejam de maneira distorcida, se preocupem excessivamente com falhas na aparência que geralmente são imperceptíveis para os outros.

Segundo a publicação, cerca de 1 em cada 50 pessoas têm a condição. Kitty Wallace, chefe de operações da Fundação BDD, contou ao jornal que recebe e-mails todos os dias durante a quaretena de pessoas buscando apoio. Alguns estão desesperados, até suicidas, dissa ela.

"Há tantos problemas sutis nessa pandemia, mas o maior deles foi o isolamento e as pessoas que têm mais tempo em suas mãos para se fixar em sua aparência, ruminar e se preocupar", afirmou Kitty ao metro.

Esse é sem dúvida o maior problema, finaliza ela.