EXCLUSIVO-Equinor considera mais vendas de ativos dos EUA com reformulação global

Dmitry Zhdannikov e Nerijus Adomaitis
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Operação da Equinor no Mar do Norte

Por Dmitry Zhdannikov e Nerijus Adomaitis

OSLO (Reuters) - A petroleira norueguesa Equinor está procurando vender mais ativos nos Estados Unidos e sair de vários outros países como parte de uma grande remodelação global, enquanto tenta retornar ao lucro depois baixas contábeis de 25 bilhões de dólares em ativos dos EUA na última década.

Embora a empresa, como outras grandes companhias de energia, tenha sido atingida pela queda dos preços do petróleo e gás no ano passado, o novo chefe de negócios internacionais da Equinor, Al Cook, disse que falta escala para a empresa no mercado de xisto dos EUA e que subestimou a força da concorrência local.

A Equinor se desfez de seus ativos de xisto em Eagle Ford em 2019 e na semana passada disse que concordou em vender seus ativos na província de óleo de xisto de Bakken nos Estados de Dakota do Norte e Montana por cerca de 900 milhões de dólares.

"Todas as nossas posições em terra operadas nos EUA estão sob o mesmo tipo de revisão que fizemos no Bakken", disse Cook à Reuters em entrevista.

"Temos uma posição operada no Utica, temos uma posição operada no Austin Chalk, essas estão sob análise muito ativa agora", acrescentou.

No segundo trimestre de 2020, a Equinor tinha cerca de 232.000 acres líquidos na Bacia dos Apalaches, incluindo 27.000 acres nos quais ela é operadora, e cerca de 114.000 acres líquidos em Louisiana Austin Chalk, dos quais aproximadamente metade é operado pela empresa.

No entanto, a Equinor manterá e possivelmente expandirá suas operações no Golfo do México, sua grande posição não operada no gás dos Apalaches e seus negócios eólicos no nordeste dos EUA.

A Equinor está atualmente presente em mais de 20 países fora da Noruega, gerando um terço de sua produção total ou cerca de 700.000 barris de óleo equivalente por dia.

"Temos que ver no que somos bons. Somos bons em subsuperfície, somos realmente bons em encontrar petróleo e gás... somos bons em ambientes offshore com grandes ondas e ventos fortes", disse ele, acrescentando que a empresa tem bons ativos na Noruega, Golfo do México dos Estados Unidos, Brasil e o Reino Unido, bem como com o Canadá e o Azerbaijão.