Exclusivo: mortos no Salgueiro foram atingidos por tiros de fuzil na cabeça e no tórax

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RIO — Exames de necropsia feitos nos corpos dos oito suspeitos mortos durante a operação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, mostram que os suspeitos foram atingidos por tiros de fuzil na cabeça e no tórax. Os laudos, aos quais O GLOBO teve acesso, apontam que eles levaram 42 tiros no total. Não há sinais de tortura nem de ferimentos por facadas ou outro tipo de arma com ação cortante ou perfurocortante.

Os exames mostram que Ítalo Georde Barbosa levou sete tiros, principalmente na cabeça. Elio da Silva Araujo foi atingido por três tiros, sendo um na cabeça e dois no tórax. Carlos Eduardo Curado de Almeida levou sete disparos, principalmente na cabeça e no tórax. Já David Wilson Oliveira Antunes morreu com um tiro na cabeça.

Rafael Menezes Alves foi atingido por seis disparos de fuzil, sendo um na cabeça, três no tórax e dois no braço. Igor Costa Coutinho levou três tiros, um na cabeça, um no braço e um no glúteo. Kaua Brener Gonçalves levou nove, dois no tórax, três na perna e um no abdome. Já o homem que ainda não foi identificado foi atingido por seis disparos, sendo um na cabeça, três no tórax e dois no braço.

A Polícia Civil ainda informou que na manhã desta quarta-feira que a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí (DHNSGI) recebeu os laudos de necrópsia dos nove mortos na operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Complexo do Salgueiro, no último domingo. Segundo a instituição, “os resultados dos laudos apontam que as mortes foram provocadas por projéteis de arma de fogo (PAFs), sem indícios de facadas ou outro tipo de arma com ação cortante ou perfurocortante”, destacou o comunicado.

Ainda de acordo com a Civil, projeteis foram encontrados nos corpos de três das vítimas. Os objetos foram arrecadados e passarão por confronto balístico. A Polícia Civil informou ainda que “as armas dos policiais militares que participaram da ação e a lista dos nomes dos agentes devem ser entregues ainda nesta quarta-feira”.

Dos identificados, Rafael figura como testemunha e envolvido em uma investigação que apurava tráfico de drogas e corrupção de menores; Carlos possui três anotações criminais, por tráfico, receptação, falsa identidade, desobediência e ameaça; Ítalo possui seis anotações por porte ilegal de arma, homicídio qualificado, tráfico, associação e corrupção ativa; Jhonata tem anotações por roubos e tráfico no Pará; Elio respondeu a um processo por esbulho possessório, que foi extinto em 2013. Já David e Kaua não aparecem como autores ou envolvidos em nenhum outro crime.

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