EXCLUSIVO-Senegal planeja produzir vacinas contra Covid no próximo ano

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Por Edward McAllister

DAKAR (Reuters) - O Senegal pode começar a produzir vacinas contra Covid-19 no próximo ano, sob um acordo com o grupo belga de biotecnologia Univercells, que visa impulsionar as ambições de fabricação de medicamentos na África, disse à Reuters uma fonte envolvida no financiamento do projeto.

À medida que os países ricos começam a reabrir após garantir o fornecimento antecipado de vacinas, as nações africanas ainda lutam para adquirir vacinas. Em um continente de 1,3 bilhão, apenas cerca de 7 milhões foram totalmente vacinados.

A colaboração destaca as oportunidades criadas por um impulso global para canalizar dinheiro e tecnologia para a produção em um continente que produz apenas 1% das vacinas de que necessita.

A Univercells anunciou a assinatura de uma carta de intenções de colaboração com o Institut Pasteur na capital do Senegal, Dacar, em abril. A fonte compartilhou detalhes da proposta, que não foram divulgados.

Sob o acordo, o Institut Pasteur usaria a tecnologia de produção de vacinas desenvolvida pela Univercells para fornecer vacinas Covid-19 para países em toda a África Ocidental.

O instituto iria inicialmente embalar e distribuir vacinas produzidas pela Univercells na Bélgica no início do próximo ano, disse à Reuters a fonte envolvida na obtenção de financiamento para a colaboração.

A Univercells iria transferir sua linha de produção completa para o Senegal no segundo semestre de 2022, disse a fonte, acrescentando que a empresa treinaria funcionários locais para que eles pudessem eventualmente executar a operação.

A diretora de investimentos da Univercells, Kate Antrobus, quando questionada sobre o prazo para o projeto, confirmou que poderia enviar doses de vacina para o Senegal no início do próximo ano.

Ela não quis realizar comentários, no entanto, sobre a data exata para a transferência de uma linha completa de produção de vacina ao Senegal. Sobre os prazos mencionados na reportagem, ela disse: "Não acho que sejam irracionais".

(Reportagem adicional de Promit Mukherjee em Joanesburgo, Wendell Roelf na Cidade do Cabo, Maggie Fick em Nairobi, Francesco Guerascio em Bruxelas e Nellie Peyton em Dakar)

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