Executiva de Huawei pede para Canadá rejeitar extradição aos EUA

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Os advogados da diretora da gigante chinesa das telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, presa em Vancouver em dezembro, pediram nesta segunda-feira (24) para o ministro canadense da Justiça abandonar o processo de extradição para os Estados Unidos.

Meng foi presa em Vancouver em 1º de dezembro, a pedido da Justiça dos Estados Unidos, que a acusou de ter driblado suas sanções contra o Irã e roubado segredos industriais do grupo de telecomunicações T-Mobile, através de duas filiais. Seus advogados negam as acusações.

A diretora financeira da Huawei foi libertada alguns dias depois, após pagar uma fiança de 10 milhões de dólares canadenses, e impôs o uso de tornozeleira eletrônica e a entrega de seu passaporte.

As audiências sobre o pedido de extradição aos Estados Unidos começaram em 20 de janeiro de 2020.

O documento enviado na segunda ao ministro canadense da Justiça, David Lametti, por parte da defesa de Meng não foi divulgado.

mas os advogados afirmaram em um comunicado que pediram para o ministro abandonar o procedimento, classificado com "sem fundamento", argumentando que isso seria melhor para os "interesses nacionais canadenses".

Lametti não comentou o pedido dos advogados de Meng.