Exercício: apenas 15 minutos por semana é suficiente para evitar uma morte precoce

Incluir a prática de atividade física em uma rotina atribulada não é tarefa fácil. No entanto, um estudo publicado recentemente na revista European Heart Journal, sugere que apenas 15 minutos de exercícios ao longo de uma semana já reduz o risco de morrer prematuramente, em comparação com não se exercitar. O segredo é fazer o coração bombear. Vale subir as escadas, correr pelo jardim ou pular corda.

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Os pesquisadores analisaram dados de 72 mil pessoas no Reino Unido, com idades entre 40 e 69 anos, que não tinham doenças cardiovasculares ou câncer e as acompanharam por cerca de sete anos. A análise se concentrou em uma semana no início do estudo, durante a qual todos os voluntários usavam um rastreador de atividade no pulso.

Os resultados mostraram que as pessoas que faziam apenas 15 minutos de atividade vigorosa por semana – ou 2m 9s por dia – tinham 18% menos probabilidade de morrer no período do estudo.

“Os resultados indicam que acumular atividade vigorosa em sessões curtas ao longo da semana pode nos ajudar a viver mais. Dado que a falta de tempo é a barreira mais comumente relatada para a atividade física regular, acumular pequenas quantidades esporádicas durante o dia pode ser uma opção particularmente atraente para pessoas ocupadas", disse o pesquisador principal do estudo Matthew Ahmadi, da Universidade de Sidney, na Austrália.

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Pessoas que não praticavam nenhum tipo de atividade vigorosa tinham um risco geral de 4% de morrer nos próximos cinco anos. Esse risco foi reduzido pela metade para aqueles que fizeram 10 minutos por semana e para apenas 1% entre aqueles que fizeram uma hora por semana.

Mas os cientistas dizem que a descoberta mais interessante foi em relação aos menores episódios de atividade vigorosa por dia.Por exemplo, aqueles que fizeram com aqueles que fizeram 53 minutos por semana, cerca de sete minutos e meio por dia, tiveram uma chance 36% menor de morte em cinco anos, em comparação com aqueles que fizeram dois minutos por semana.

O que conta como atividade física vigorosa varia de acordo com o nível de condicionamento físico de cada indivíduo, mas um bom sinal de que se está no caminho certo é a dificuldade de manter uma conversa enquanto se exercita. O bom é que esses minutos podem ser incorporados em atividades do dia a dia, como acelerar o ritmo ou a intensidade de atividades cotidianas, como caminhar, fazer jardinagem ou até mesmo tarefas domésticas.

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Outro estudo, publicado na mesma revista, revelou que a intensidade da atividade física – não apenas o tempo gasto em movimento – é importante para reduzir o risco de doenças cardiovasculares. No estudo, que também analisou adultos da mesma idade no mesmo conjunto de dados do Reino Unido, os pesquisadores acompanharam cerca de 88.000 pessoas por cerca de sete anos.

Os pesquisadores descobriram que fazer atividade física com maior intensidade - mesmo sem aumentar o tempo de prática - estava associado a uma redução na doença cardiovascular. Por exemplo, pessoas que caminharam rapidamente por sete minutos em vez de devagar por 14 minutos tiveram um risco menor do problema no futuro.