Exército determina que militares se vacinem contra a covid e não compartilhem fake news

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Registro de atividade do Exército Brasileiro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Registro de atividade do Exército Brasileiro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
  • Militares terão que comprovar vacinação contra a covid-19

  • Recomendação está em documento do Exército

  • Demais medidas sanitárias também são detalhadas

Para o retorno das atividades presenciais de militares, o comando do Exército divulgou uma série de orientações como a necessidade de comprovação da vacinação contra a covid-19. A informação sobre o documento, assinado pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, foi divulgada pela TV Globo.

Além da imunização, as recomendações incluem medidas sanitárias como uso de máscara, distanciamento social e o não compartilhamento de fake news sobre o vírus. O primeiro caso de coronavírus confirmado no Brasil ocorreu no início de 2020, quando as medidas começaram a ser recomendadas por especialistas e adotadas por governantes.

O documento possui 52 recomendações como a que determina que aqueles que voltarem de viagens internacionais, ainda que estejam sem sintomas de covid, deverão fazer o teste PCR até 72 horas antes do embarque.

Caso sejam dadas informações falsas, os militares e servidores do Exército estarão sujeitos às sanções penais e administrativas previstas em lei.

Outro ponto de destaque é a orientação para que os militares chequem as informações antes de postá-las nas redes sociais para evitar o compartilhamento de notícias falsas que prejudicam o enfrentamento à covid-19. O documento diz que os familiares dos militares devem ser orientados da mesma forma.

Grande parte das recomendações, vão na contramão do que defende o presidente Jair Bolsonaro e chamam a atenção porque entidades que representam os militares defenderam em 7 de Setembro, por exemplo, que eles tivessem o direito de participar das manifestações ainda que tivessem teor antidemocrático.

À época, em meio à polêmica sobre a participação de policiais militares nas manifestações marcadas para o dia 7 de setembro, a maior entidade representativa da categoria autorizou que cada regional decidisse qual seria a orientação. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo.

O presidente da Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares, Bombeiros Militares e Pensionistas Estaduais (Anermb), sargento Leonel Lucas, defendeu que os policiais participassem desde que estivessem desarmados e à paisana.

"Quem quiser participar que vá, democraticamente e pacificamente. Os ativos, que vão desarmados e não fardados. E que todos exerçam o seu poder de democracia que nós conquistamos com muita batalha", afirmou o sargento em entrevista ao jornal.

A Anermb informou que agrega 286 filiados, entre aqueles que estão na ativa e aposentados, em 24 Estados.

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