Exército não vai indicar substituto para militar excluído pelo TSE de comissão

Militar foi retirado da equipe que inspeciona código-fonte das urnas por publicar notícias falsas, segundo o TSE. (Foto: Getty Images)
Militar foi retirado da equipe que inspeciona código-fonte das urnas por publicar notícias falsas, segundo o TSE. (Foto: Getty Images)

O Exército informou nesta quarta-feira (10) que não indicará um nome para substituir o militar coronel Ricardo Santana no grupo de técnicos do Ministério da Defesa que faz a análise dos códigos-fonte das urnas eletrônicas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em nota divulgada no site, a Força critica a decisão da Corte Eleitoral de excluir o militar da comissão de fiscalização, dizendo que o descredenciamento foi baseado em "apuração da imprensa" e de "forma unilateral".

Na segunda-feira, em ofício dirigido ao ministro Paulo Sérgio Nogueira, o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, informou que o militar seria retirado do grupo. A posição foi adotada após a divulgação de que o técnico publicava ataques às urnas em suas redes sociais.

"Baseado em 'apuração da imprensa' e de forma unilateral, sem qualquer pedido de esclarecimento ou consulta ao Ministério da Defesa ou ao Exército Brasileiro, o TSE 'descredenciou' o militar. Dessa forma, o Exército não indicará substituto e continuará apoiando tecnicamente o MD nos trabalhos julgados pertinentes", diz trecho do comunicado.

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O Exército, na nota, argumentou que no trabalho dos militares no TSE não tem “interferência de posições pessoais” e que a tarefa é realizada de “forma profissional e isenta.”. A Força ainda destacou que o coronel Ricardo Sant’Anna foi selecionado para atuar na comissão por suas “inequívoca capacitação técnico-científica e de seu desempenho profissional.”

A Força confirmou que no final de semana, ao tomar conhecimento da publicação do coronel nas redes sociais, buscou apurar os fatos. “O Exército tem consciência de suas atribuições e da isenta competência técnica, da dedicação e do comprometimento de seus profissionais”, diz a nota.

No TSE, a decisão do Exército de não designar um novo técnico não foi vista como potencialmente prejudicial para a continuidade das atividades, uma vez que se encerram nesta sexta-feira (12).

por Jussara Soares e Mariana Muniz, do O Globo