Existe solução para as cracolândias?

Desde março, as operações de segurança na cracolândia de São Paulo ficaram mais intensas. O objetivo, segundo a polícia, é combater a ação de traficantes. Nas últimas semanas, os agentes apreenderam armas, dinheiro, e cumpriram mais de 30 mandados de prisão. Mas, quando se trata de Cracolândia, o desafio vai além da segurança pública. Estima-se que cerca de 500 pessoas circulem todo dia pelo coração da cena aberta de venda e consumo, o chamado “fluxo”. As últimas operações policiais dispersaram a maior concentração de pessoas. Para as autoridades, isso é comemorado como sinal de sucesso no combate ao tráfico. Mas moradores reclamam “de mini cracolândias” que se espalharam por outros bairros após as investidas da polícia. O cenário de hoje reforça uma pergunta que é antiga. Há quase três décadas, São Paulo convive com as cenas abertas de uso consumo e venda de crack. E não apenas São Paulo. Existem cracolândias em várias regiões do país. No exterior também, mas os países que conseguiram avançar no desafio foram além das operações policiais. No Ao Ponto desta quarta-feira, a repórter especial Aline Ribeiro, da sucursal do GLOBO em São Paulo, comenta o cenário atual da cracolândia da cidade e como as autoridades têm lidado com o desafio. Já Maria Angélica Comis, coordenadora do Centro de Convivência É de Lei, que atua com redução de danos na cena de uso na capital paulista, explica os caminhos possíveis de solução para essa e outras cracolândias.

Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes da atualidade. O episódio também pode ser ouvido na página de Podcasts do GLOBO. Você pode seguir a gente em plataformas como Spotify, iTunes, Deezer e também na Globoplay.

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