Ex-ministro Teich recusa convite para auxiliar Ministério da Saúde e defende gestão “técnica”

Redação Notícias
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Brazil's new Health Minister Nelson Teich listens to a question during his first press conference amid the new coronavirus pandemic, at the Planalto Presidential Palace, in Brasilia, Brazil, Wednesday, April 22, 2020. Teich, an oncologist, was sworn in as health minister last week after his predecessor was fired by President Jair Bolsonaro, who has downplayed the threat of COVID-19. (AP Photo/Eraldo Peres)
Apesar da recusa, Nelson Teich defendeu uma 'gestão mais técnica' a frente do Ministério da Saúde. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Ex-ministro da Saúde, Nelson Teich recusou o convite de seu substituto interino, general Eduardo Pazuello, para integrar o conselho de assuntos estratégicos da pasta no combate ao novo coronavírus. O médico, que durou 28 dias no cargo anteriormente ocupado por Luiz Henrique Mandetta, defendeu uma “gestão mais técnica” do ministério.

“Agradeço ao ministro interino Eduardo Pazuello pelo convite para ser conselheiro do Ministério da Saúde, mas não seria coerente ter deixado o cargo de ministro da Saúde na semana passada e aceitar a posição de conselheiro na semana seguinte”, escreveu Teich em seu perfil no Twitter.

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“Quando assumi o Ministério da Saúde, o objetivo era trazer um modelo de gestão mais técnica, que aumentasse a eficiência do Sistema e melhorasse o nível de saúde da sociedade. Ser mais técnico não significa apenas uma condução médica mais técnica. Isso seria tratar o problema de forma simplista. Uma condução técnica do Sistema de Saúde significa uma gestão onde estratégia, planejamento, metas e ações são baseadas em informações amplas e precisas, acompanhadas continuadamente através de indicadores”, prosseguiu o ex-ministro.

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“Desejo ao ministro interino Eduardo Pazuello todo o sucesso na condução do Ministério da Saúde e estou à disposição para que a transição aconteça da melhor forma possível”, concluiu o médico.

Nelson Teich deixou o Ministério da Saúde em 15 de maio. No dia, convocou a imprensa para um pronunciamento em Brasília. “A vida é feita de escolhas, e eu escolhi sair”, afirmou.

Embora não tenha explicitado os motivos do seu pedido de demissão, porém já havia manifestado dificuldade de conciliar os desejos de Bolsonaro sobre o uso de cloroquina e hidroxicloroquina no combate à Covid-19 e a necessidade do isolamento social para impedir a propagação do virus.

Naquela semana, Bolsonaro tinha avisado que mandaria alterar o uso de cloroquina no combate ao coronavírus, mesmo sem eficácia cientificamente comprovada e com graves efeitos colaterais, e incluiu como serviços essenciais academias de ginástica e salões de beleza sem avisar Teich, que descobriu a informação pela imprensa.