Exonerado por voo da FAB, amigo da família Bolsonaro é nomeado para quarto cargo no governo

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Participação de José Vicente Santini em evento no STF - Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Participação de José Vicente Santini em evento no STF - Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
  • José Vicente Santini será secretário nacional de Justiça

  • No ano passado, ele foi demitido após usar voo da Força Aérea Brasileira para se deslocar da Suíça para a Índia

  • Ele chegou a ser nomeado para outros três cargos em diferentes pastas do governo federal

José Vicente Santini foi nomeado para seu quarto cargo no governo do presidente Jair Bolsonaro: secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A nomeação dele, assinada pelo novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (4).

Santini, que é próximo da família Bolsonaro, já foi secretário adjunto da Casa Civil, assessor do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência da República.

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O nome dele ficou conhecido após ter utilizado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para seguir da Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial de Davos, para a Índia, onde estava a comitiva presidencial.

O caso gerou bastante polêmica porque mesmo os ministros usavam voos comerciais para seus deslocamentos, como argumentou o próprio presidente, e ele foi exonerado do primeiro cargo que ocupou.

Quando o caso de Santini ganhou repercussão na mídia, o presidente chegou a dizer que utilizar o avião da FAB era "imoral" e que iria conversar com o então ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sobre a demissão dele.

“O que ele fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros antigos foram de avião comercial, classe econômica. Eu mesmo já viajei no passado, não era presidente, para a Ásia toda de classe econômica”, disse Bolsonaro, à época, no Palácio do Alvorada.

Mesmo assim, o amigo da família foi nomeado, meses depois, para o posto de assessor no ministério do Meio Ambiente. Em fevereiro de 2021, ele seguiu para a Secretaria-Geral da Presidência e deixou o cargo, a pedido, em julho.

Entenda a polêmica

Em janeiro de 2020, quando o caso do voo da FAB foi revelado, Santini foi demitido e chegou a ser reconduzido para uma outra função na Casa Civil, a de assessor especial de relacionamento externo da Casa Civil.

Dias depois, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro tornou sem efeito a nova nomeação. Mesmo assim, após alguns meses, ele foi realocado no ministério do Meio Ambiente.

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