Expansão da rede de casas de parto no Rio de Janeiro ainda não tem data para sair do papel

Leda Antunes
A Casa de Parto David Capistrano Filho é o único estabelecimento que funciona na cidade e deve servir de modelo.

A ampliação do acesso ao parto humanizado na rede pública de saúde na cidade Rio de Janeiroserá um dos legados da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada brutalmente no dia 14 de março. O projeto que prevê a expansão da oferta de casas de parto na cidade nos próximos cinco anos foi a primeira proposta da vereadora aprovada na Câmara Municipal do Rio, em setembro do ano passado.

O texto estabelece a criação de pelo menos cinco novos centros de parto normal ou casas de parto até 2022, um em cada área programática da cidade. Os centros podem ser autônomos ou inseridos dentro de uma unidade hospitalar e devem ser priorizadas as regiões com o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

O objetivo é assegurar às mulheres o direito de parir sem intervenções desnecessárias e com mais conforto.Marielle Franco, quando da aprovação do projeto.

O projeto que prevê a expansão da oferta de casas de parto na cidade é um dos projetos de Marielle Franco, assassinada em março deste ano.

"O objetivo é assegurar às mulheres o direito de parir sem intervenções desnecessárias e com mais conforto", explicou Marielle à época da votação do projeto, quando presidia a Comissão de Defesa da Mulher da Câmara. A proposta chegou a ser vetada pelo prefeito Marcelo Crivella (PRB) em outubro de 2016, mas o veto foi derrubado e a lei promulgada pelos vereadores em nova votação em novembro.

Seis meses depois da aprovação, ainda não há um cronograma para que ampliação da rede de atendimento saia do papel. Procurada pela reportagem do HuffPost Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a construção de um centro na Ilha do Governador, zona norte da cidade, faz parte do plano estratégico da gestão municipal. O órgão afirmou ainda que estuda a viabilidade de abertura de outras unidades, mas não divulgou os locais cogitados para receber os centros, nem os prazos.

O atendimento da mulher é integral, com acompanhamento de enfermeira-obstetra, assistente social e nutricionistaVitória Lourenço, doula e educadora perinatal.

A doula e educadora perinatal Vitória...

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