Expectativa de desistir por Boulos não existe, diz vice de Tatto

CAMILA MATTOSO
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Vice na chapa do petista Jilmar Tatto, o deputado federal Carlos Zarattini (PT) diz que eles têm expectativa de crescer até o dia do primeiro turno da eleição municipal, no domingo (15), e que não irão abrir mão da candidatura para ajudar Guilherme Boulos (PSOL), como deles é cobrado de parte da esquerda. O movimento para que o PT desista da candidatura voltou a ser repercutido na segunda-feira (9), quando Boulos apareceu numericamente à frente de Celso Russomanno (Republicanos) em pesquisa Ibope, ainda que empatados dentro da margem de erro. Zarattini explica, por outro lado, que não é certo que os votos de Tatto migrariam para o candidato do PSOL. Além disso, destaca outros fatores, como o grande número de indecisos, o apoio que têm recebido nas ruas e as chapas de vereadores, como motivos para que a chapa seja mantida até o fim do período eleitoral. "Isso poderia ser discutido se a gente tivesse certeza de que os votos iriam para o Boulos. Mas não existe nem essa certeza. O próprio Datafolha mostra que a segunda opção de voto do eleitor do Tatto não necessariamente é o Boulos. Por que a gente faria isso?", diz. "Tanto é que nem o próprio Boulos nos procurou para falar isso. Ele faz a mesma análise que a gente, na minha visão. A de que voto não vai necessariamente para ele. A expectativa de tirar a campanha não existe", completa. "A solução política parece fácil, teoricamente, mas a solução eleitoral nem sequer é garantida", pontua Zarattini. "Sem falar que temos cerca de 70 candidatos para vereador. O que falaríamos para eles? Seria dar cavalo de pau em um transatlântico que você pode levá-lo a afundar. Não tem essa expectativa". A campanha petista fará uma grande concentração no centro de São Paulo na sexta-feira (13), além de intensificar a divulgação nos bairros nos últimos dias de campanha. "A pesquisa Ibope mostra que 30% estão indecisos na espontânea, é um número muito alto. Pode haver mudança. Por onde a gente passa, em carreatas, a gente vê nível muito grande de apoio ao PT e rejeição muito baixa. Cara xingando, fazendo arminha, é muito pequeno. Deixa para gente a impressão de que existe espaço para mudança no eleitorado", completa. Nas peças eleitorais, tratarão cada vez mais da questão do desemprego, que, segundo levantaram, é um tema que tem afligido especialmente os trabalhadores nos últimos tempos.