Expectativa para a música pop: fique de olhos e ouvidos bem abertos para estes artistas em 2021

Ronald Villardo
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Se em 2020 a arte da reinvenção foi praticada em vários segmentos profissionais, na música não foi diferente. Artistas consagrados, como Lady Gaga e Billie Eilish, cancelaram turnês, reagendaram lançamentos e turbinaram estratégias digitais. Deram-se bem aqueles já familiarizados com os hábitos de consumo da Geração Z, que transita em plataformas digitais como o TikTok, responsável por fenômenos pop que deverão frequentar as manchetes musicais de 2021.

Entre eles está a rapper americana Megan Thee Stallion, que chegou chegando, imprimindo sua mensagem libertária; e o superjovem Glaive, de 15 anos. Eles representam dois extremos desta lista de apostas para o pop em 2021, construída com base nas playlists, premiações e aquele sexto sentido de jornalistas, o que nem sempre dá certo. Vale lembrar o episódio do editor da revista americana “Billboard”, que previu, em 1985, que Cindy Lauper teria “uma carreira longa” enquanto Madonna estaria “fora do jogo em seis meses”. Abafa…

Megan Thee Stallion

O primeiro álbum da texana de 25 anos, “Good news”, lançado em novembro, esteve recentemente entre os dez primeiros da “Billboard”. A “Time” a incluiu na lista das cem pessoas mais influentes de 2020. Como se não bastasse, a rapper encerrou o ano na liderança dos artistas mais ouvidos do TikTok. Se Megan veio para ficar, saberemos na prova de fogo do Grammy, dia 31 de janeiro. Além de se apresentar com Beyoncé, a popstar está indicada a quatro prêmios, entre eles o de revelação.

Normani

A ex-Fifth Harmony já fez dueto com Sam Smith em “Dancing with a stranger”, solou belamente na faixa “Motivation” e emplacou a música “Diamonds” no filme “Aves de rapina”. E a gente está como? Aguardando o esperado álbum de estreia da neo diva. O lançamento será em fevereiro.

Doja Cat

Uma das artistas mais talentosas da Geração Z. Infelizmente, não deu sorte no álbum de estreia, “Amala” (seu nome de batismo), que teve uma performance fraca em 2018. Voltou com o ótimo disco “Hot Pink” em 2019 e virou assunto entre os fãs de pop. No Grammy, concorre com Megan Thee Stallion na categoria revelação. Briga boa.

Flo Milli

Nascida em 2000, Tamia Monique Carter vem da Georgia e ganhou notoriedade por conta da faixa “BeefFlow mix”, lançado no TikTok, ano passado. A rapper chamou a atenção da gravadora americana RCA, pela qual lançou seu primeiro EP, “Ho, why is you here?” em meados de 2020. O setorista de música pop do “New York Times”, Jon Caramanica, a descreve como “letrista inteligente e pra cima”. Olho nela.

Mulatto

Mais uma rapper da Georgia, lançou seu primeiro álbum, “Queen of Da Souf”, em agosto. Em seu vídeo “Muwop”, Mulatto cita a morte brutal da negra Breonna Taylor, que teve sua casa invadida por policiais, em fevereiro, sintonizando a popstar com um dos assuntos mais importantes do momento, racismo estrutural.

Arlo Parks

Aos 20 anos, a cantora e compositora britânica de neo soul estampou a capa do semanário “NME” em julho. A popstar faz a linha low-profile mas agora segue em busca do seu “brexit” artístico, almejando cruzar a fronteiras do Reino Unido com o lançamento do álbum “Collapsed in Sunbeams”, marcado para este mês.

Celeste

Também atuando na seara do neo soul, a britânica de 26 anos tem sido comparada com a Amy Winehouse. Depois de singles bem- sucedidos, como “Strange” e “Stop this flame”, ela prepara o lançamento do primeiro álbum, “Not your muse”, em fevereiro.

Glaive

O moleque de 15 anos começou a compor e gravar em casa durante a pandemia. O primeiro EP, “Cypress grove”, com faixas curtas de hyperpop (estilo eletrônico que combina elementos de vários gêneros) foi lançado em novembro e já amealha hordas de fãs nos streamings e no Youtube. Típico representante da geração “bedroom pop”.

Noah Cyrus

A irmã caçula de Miley é uma das poucas apostas de fora do circuito das rappers a conseguir uma indicação na categoria artista revelação do Grammy. Aos 20 anos, ela defende o repertório do álbum “The end of everything”.

John Summit

Aos 22 anos, o DJ nascido no berço da house music, Chicago, lançou o EP “Deep end”, pela respeitada Defected Records. Com quase dois milhões de seguidores no Spotify, chamou a atenção do DJ Pete Tong, da Radio 1, conhecido por ser “descobridor” de talentos, que o citou como um dos artistas “essenciais” de 2020.