Expectativa de vida do brasileiro atinge 76,3 anos, aponta IBGE

DIEGO GARCIA E DHIEGO MAIA
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 29.08.2019: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress)

SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A expectativa de vida do brasileiro aumentou para 76,3 anos em 2018, três meses e quatro dias a mais do que no ano anterior, divulgou nesta quinta-feira (28) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esse aumento foi maior entre os homens, que subiram de 72,5 anos para 72,8 anos, um acréscimo de três meses e sete dias com relação a 2017. As mulheres registraram um ganho menor, de exatos três meses, mas ainda possuem maior expectativa de vida, agora de 79,9 anos.

Na análise por região do país, a maior expectativa de vida ao nascer ficou no estado de Santa Catarina, com 79,7 anos para ambos os sexos. As mulheres nascidas no estado viveriam mais, até os 83 anos, enquanto os homens chegariam à idade de 76,4.

Oito outros estados do Brasil tiveram a expectativa de vida feminina ultrapassando os 80 anos, todos eles nas regiões Sul e Sudeste, mais o Distrito Federal e o Rio Grande do Norte. Espírito Santo (78,8), São Paulo (78,6), Distrito Federal (78,6) e Rio Grande do Sul (78,3) foram as demais unidades da federação com registros acima dos 78 anos de expectativa de vida para ambos os sexos.

O Maranhão teve o menor registro, com média de 71,1 anos. Segundo o IBGE, uma criança nascida no estado sujeita à lei de mortalidade de 2018 esperaria viver, em média, 8,6 anos a menos que outra natural de Santa Catarina.

O Piauí obteve o segundo pior índice, com 71,4 anos. Ao lado de Alagoas, Piauí e Maranhão marcaram em 2018 expectativa de vida para os homens de 67 anos, 5,8 anos a menos que a média nacional.

De acordo com o IBGE, a probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino não completar o primeiro ano de vida em 2018 foi de 0,01331, ou seja, aproximadamente 13,3 a cada mil nascidos.

Entre o sexo feminino, esse número é um pouco menor: 0,01135 de probabilidade, ou 11,4 meninas a cada mil nascidas não chegariam a um ano de vida. A média para ambos os sexos ficou em 12,4 por mil.

Já na análise das crianças menores de cinco anos ou de mortalidade na infância, o número caiu. Em 2017, para cada mil nascidos vivos, 14,9 não completavam o quinto aniversário. No ano seguinte, essa taxa foi a 14,4, ou uma queda de 3,4%.

Os primeiros dados da “Tábua Completa de Mortalidade” 2018 foram antecipados em publicação no Diário Oficial da União que circula nesta quinta.

Os dados da tábua, porém, mostram projeções diferentes da expectativa média de vida em relação aos anos já vividos. Um exemplo: quem tinha 18 anos em 2018 deve viver mais 59,8 anos, patamar bem maior do que os 76,3 anos. Pessoas que atingiram os 60 anos no ano passado poderão viver até os 82,6 anos.

A expectativa de vida média do brasileiro vem aumentando década a década. Em 1940, o brasileiro vivia, em média, 45,5 anos.

Segundo a projeção do próprio IBGE para 2018, com base nos dados do Censo de 2010, até o ano passado, 0,12% da população era formada por homens com 90 anos ou mais, enquanto esse percentual era de 0,24% da população para mulheres com 90 anos ou mais.