Colômbia conclui 1ª fase de trabalhos em cidade devastada por chuvas

Bogotá, 18 abr (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, deu por concluída nesta terça-feira a primeira fase de atendimento na cidade de Mocoa, assolada por um deslizamento no último dia 1º de abril, e elevou os mortos na catástrofe para 323.

"Hoje damos por terminado o primeiro período e estamos iniciando, embora tenhamos feito bastantes trabalhos, o de estabilização", disse Santos em discurso após presidir um Conselho de Ministros especial em Mocoa.

Além disso, explicou que, em uma catástrofe natural como a que sofreu a cidade colombiana, na qual os rios Sangoyaco e Mulato, afluentes do Mocoa, saíram de seu leito devido às fortes chuvas e provocaram o deslizamento, a primeira fase é "atender a emergência, a parte humanitária".

Neste sentido, confirmou que nesta segunda-feira foram achados dois novos corpos, o que fez o número total de mortos subir para 323.

O governante colombiano destacou ainda que todos os familiares receberão um subsidio de 18,5 milhões de pesos (cerca de R$ 18,5 mil).

Além disso, o número desaparecidos está cifrado em 103, metade dos quais são menores e atualmente não há feridos no hospital devido ao deslizamento.

O chefe de Estado também detalhou que foram recebidos quase 10 bilhões de pesos em doações (quase R$ 10 milhões), enquanto do exterior foram enviados quase US$ 9 milhões.

Santos também anunciou que serão construídos três novos colégios em Mocoa e serão entregues 5.000 tablets e computadores para os centros educativos dessa cidade e um kit escolar para cada criança.

Em matéria de meio ambiente, o presidente colombiano ressaltou que foram identificados 13 pontos em Mocoa e oito na bacia dos rios, considerados como "críticos", que já foram "solucionados".

Por fim, Santos garantiu que também há um "balanço muito positivo" em matéria de vacinação, já que foram aplicadas cerca de 50.000 doses.

"Graças a isso, não houve uma epidemia nem um problema maior, mas se mantém a vigilância sobre a saúde de todos os mocoanos", concluiu o chefe de Estado. EFE