Especialistas em homicídios analisam situação da América do Sul em Montevidéu

Montevidéu, 20 mar (EFE).- Especialistas em homicídios internacionais analisarão a situação geral da América do Sul durante quatro dias em Montevidéu, informou nesta terça-feira à Agência Efe na abertura do evento o chefe do Escritório Regional da Interpol para a América do Sul, o chileno Jaime Ansieta.

"O objetivo é reunir pessoas especializadas na investigação de homicídios em seus respectivos países e a primeira etapa é fazer um diagnóstico sobre: o que está acontecendo? O fenômeno se multiplicou? Há algum impacto em nível transnacional?", detalhou Ansieta.

Assim mesmo, o chefe da Interpol disse que durante este evento de quatro dias, que terá a participação de "todos os países da América do Sul", também será estudado o "fenômeno do feminicídio" na região e discutido sobre como são contabilizados os desaparecidos em cada nação.

"Precisamos dos diagnósticos para poder tomar medidas corretivas e encontrar soluções que impactem nos problemas", ressaltou.

Sobre os dados de homicídios na região, o analista afirmou que, "embora não haja um número oficial, estima-se que a taxa pode ser de cerca de 100 mil homicídios por ano nos 12 países da América do Sul".

Ansieta ressaltou que esta é a primeira reunião internacional de homicídios realizada na região, mas que espera que possa se transformar em um evento anual.

Por sua vez, o chefe do Escritório Central Nacional de Interpol no Uruguai, Julio Sena, disse à Efe que a Polícia Nacional pode se enriquecer muito com este encontro, pois, embora o Uruguai tenha um dos índices de homicídio mais baixos da região, "nos últimos tempos houve um aumento da criminalidade".

Além disso, Sena apontou que quatro investigadores de homicídio uruguaios participaram de diversos painéis para "comentar suas boas práticas e as políticas do Uruguai. Primeiro no que tem a ver com a prevenção e depois, quando o fato já ocorreu, na investigação". EFE