Ohio adia nove execuções por batalha legal por injeções letais

Washington, 1 mai (EFE).- O governador de Ohio (Estado Unidos), o republicano John Kasich, decidiu nesta terça-feira atrasar nove das próximas execuções programadas nesse estado pela batalha legal que mantém sobre a legalidade de suas injeções letais.

Ohio não faz nenhuma execução desde que em janeiro de 2014 o preso Dennis McGuire teve convulsões após receber a injeção letal de midazolam, sedativo nunca antes testado e que também apresentou falhas em outros estados.

Após três anos de moratória de fato, Ohio quis reiniciar em 2017 as execuções, mas vários juízes impediram ao considerar que o midazolam pode provocar novos problemas.

O estado defenderá em 14 de junho a utilização deste sedativo perante o Tribunal de Apelações do Circuito Sexto, que tem sede em Cincinnati, uma instância imediatamente inferior ao Supremo Tribunal.

Em 2015, o Supremo autorizou o uso deste polêmico midazolam, e caso a demanda chegue a este órgão, é provável que dê razão a Ohio.

Ohio tinha previsto executar em 10 de maio Ronald Phillips, pelo estupro e assassinato da filha de sua companheira, uma menina de 3 anos, em 1993. Sua execução foi reprogramada para 26 de julho.

O estado também tinha previsto executar antes da audiência de 14 de junho Gary Otte, pelo assassinato de duas pessoas em 1992 durante um roubo. Sua execução foi atrasada até 13 de setembro.

Ohio tem 139 presos em seu corredor da morte, 30 com execuções programadas até 2021. EFE