Explosão no Afeganistão mata ao menos 3 em 5º atentado em 40 dias

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma explosão deixou ao menos três mortos e 12 feridos nesta sexta-feira (12) em uma mesquita nos arredores de Jalalabad, no Afeganistão.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo aparente ataque, mas a explosão desta sexta repete um padrão de outros atentados cuja autoria o Estado Islâmico (EI) assumiu.

Este é o quinto incidente do tipo nos últimos 40 dias. O grupo terrorista se apresentou como o responsável por todos eles, dos quais três ocorreram às sextas-feiras, um dia considerado sagrado pelos muçulmanos.

Em 3 de outubro, uma mesquita em Cabul foi atacada durante uma cerimônia em memória da mãe de Zabihullah Mujahid, porta-voz do grupo fundamentalista islâmico Talibã. Cinco dias depois, ao menos 55 pessoas morreram em um ataque semelhante em Kunduz.

Na semana seguinte, pelo menos 35 mortos e 70 feridos em uma explosão tripla em uma mesquita de Kandahar. No início deste mês, um ataque suicida matou mais 25 pessoas em um hospital de Cabul.

O número de vítimas nesta sexta ainda é incerto. Agências internacionais de notícias, como Reuters e Associated Press, ainda não confirmaram as mortes. Já a AFP, citando fontes de um hospital em Jalalabad, confirma ao menos três óbitos.

Segundo moradores locais, a explosão ocorreu por volta das 13h30, no horário local (6h em Brasília). Fotos publicadas nas redes sociais mostram o que seriam os corpos das vítimas em meio a escombros e vidro quebrado no interior da mesquita.

De acordo com testemunhas ouvidas pela AFP, uma bomba havia sido instalada em um alto-falante. Quando o equipamento foi ligado para iniciar o dia de orações na mesquita, os explosivos foram detonados. O imã local, sacerdote islâmico responsável por conduzir a cerimônia, está entre os feridos.

A mesquita atingida é frequentada por muçulmanos sunitas, a mesma vertente do islã seguida pelo EI e pelo Talibã, que retomou o poder no Afeganistão em agosto após a retirada das tropas ocidentais que permaneceram no país por duas décadas.

Mesmo que ambos os grupos extremistas sejam sunitas e radicais, o Estado Islâmico e o Talibã são rivais. A ramificação afegã da facção jihadista, o Estado Islâmico-Khorasan (EI-K), já reivindicou a autoria de quatro grandes atentados no país desde o retorno talibã ao poder, incluindo explosões em mesquitas xiitas e o ataque ao aeroporto de Cabul durante a retirada em massa liderada por países ocidentais.

Jalalabad, onde ocorreu a explosão desta sexta-feira, é a capital da província de Nangarhar, que, por sua vez, é considerada um reduto do EI-K.

Embora os ataques sangrentos indiquem uma escalada do terrorismo no Afeganistão, o Talibã, publicamente, tem minimizado as ações do Estado Islâmico. Na última quarta-feira (10), Mujahid, o porta-voz do grupo, disse que o EI-K "está mais ou menos sob controle" e "não é uma grande ameaça". Na ocasião, ele anunciou a prisão de 600 pessoas ligadas à facção rival.

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