'Expodinos': 7 motivos para visitar a mostra com réplicas de dinossauros em tamanho natural e fósseis

A era dos dinossauros atrai a curiosidade de muita gente. E quem se encanta com esse universo terá a programação dos sonhos este mês. Após uma bem-sucedida temporada em São Paulo, será inaugurada no próximo domingo, dia 22, numa área de três mil metros quadrados no estacionamento do BarraShopping, a “Expodinos”, mostra com 16 réplicas em tamanho real e fósseis de diferentes linhagens de dinossauros dos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo encontrados na Patagônia argentina. Os ingressos, a R$ 50, estão disponíveis no site expodinos.com.br. A exposição ficará em cartaz até 16 de abril.

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— A Patagônia argentina é um dos três maiores cemitérios de dinossauros do mundo. Há 200 milhões de anos, na Era Mesozoica, ou dos dinossauros, a região era um paraíso na terra para o desenvolvimento da espécie. Não existia a Cordilheira dos Andes, e a umidade do Oceano Pacífico irrigava a área, fazendo prosperarem as florestas e a vida dos dinossauros. Com o passar do tempo, a situação mudou: os Andes cresceram e a umidade que vinha do mar já não alcançava mais a área, de modo que hoje ela é um deserto e um dos melhores lugares para se coletarem fósseis, porque as rochas estão frescas e expostas na superfície — conta o paleontólogo Luiz Eduardo Anelli, professor do Instituto de Geociências da USP e curador da exposição.

A seguir, veja uma lista de motivos para visitar a mostra:

1) Conhecer o maior dinossauro e o mais antigo

As duas grandes atrações da exposição são as réplicas do maior dinossauro do mundo, o titanossauro Patagotitan mayorum, e do mais antigo, o Buriolestes schultzi, com cérebro potente, dentes pontiagudos e um corpo esguio e veloz, o que o tornava um predador de primeira categoria, explica Anelli.

— O Patagotitan tem 37 metros de comprimento e 6,5 de altura e pesa 70 toneladas. O esqueleto tem um osso original, o fêmur gigante, de dois metros. É arrebatador. Em São Paulo, quando as crianças davam de cara com ele, ficavam em êxtase. Até idosos de 80 anos, que já viram de tudo na vida, olhavam e diziam: “Nossa, que incrível!” — relata o professor. — Já o mais antigo dinossauro, conhecido há 233 milhões de anos, é minúsculo: tem um metro de comprimento com o rabo, é do tamanho de um cachorrinho. Ele é da mesma linhagem e ancestral do Patagotitan, mostrando que a evolução começa a operar nos bichos menores, porque eles se reproduzem mais rapidamente.

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O Patagotitan, ou Titã da Patagônia, foi descoberto em 2013, quando um pastor que procurava uma ovelha perdida observou a ponta de um osso gigante saindo de uma rocha. O trabalho, que identificou a existência de uma nova espécie de dinossauros, mobilizou paleontólogos de todo o mundo. Seu coração media 200 quilos e batia a cada cinco segundos, empurrando, de uma só vez, 90 litros de sangue por suas artérias e veias. Sua energia vinha da cerca de uma tonelada de vegetais que comia por dia.

2) Aprender sobre as duas principais linhagens

A mostra foca em duas das principais linhagens de dinossauros: os ornitísquios, cujas espécies eram todas herbívoras, podiam chegar a 15 metros de comprimento e tinham elementos como espinhos e chifres de até dois metros de comprimento; e os saurísquios, mais comuns na América do Sul, com espécies carnívoras, equipadas com enormes garras e dentes, que podiam chegar a cerca de 40 metros de comprimento.

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— Os dinossauros ornitísquios não eram tão comuns na América do Sul como em outras regiões do mundo. Cerca de 20 espécies, no entanto, foram identificadas na região; a maioria delas, na Argentina — diz o curador.

3) Saber mais sobre o trabalho dos paleontólogos e a Patagônia

A exposição começa com o público assistindo a um vídeo de sete minutos sobre o Museu Paleontológico Egidio Feruglio, na Argentina, onde trabalham os profissionais que construíram as réplicas exibidas, e aprendem sobre a Patagônia, a formação das rochas e o movimento dos continentes. O primeiro dinossauro a ser visto é o Buriolestes.

4) Descobrir o que comia cada espécie

Os diferentes grupos de dinossauros estarão divididos em três módulos. O primeiro, Carnívoros da Patagônia, tem animais como o Tyrannotitan, com 12 metros de comprimento, quatro de altura e seis toneladas, e cujo nome significa gigante tirano. Em seguida, vem o Gigantes da Patagônia, que contará a história do gigantismo dos dinossauros e a adaptação de alguns indivíduos a uma dieta baseada em vegetais, a exemplo do Amargasaurus, herbívoro com espinhos longos e finos no pescoço e nas costas. A terceira seção é dedicada aos menores dinossauros conhecidos, como o Manidens, com estrutura que lembra uma ave e 70 centímetros de comprimento e 30 de altura.

— Tudo o que temos hoje, como os continentes, a flora, a fauna, o clima e os oceanos, foi semeado na Era Mesozoica. O mundo atual é uma herança do período dos dinossauros. A primeira coisa em que essa exposição nos ajuda é a ver como o mundo em que vivemos foi construído. É um programa supereducativo. Não é Disneylândia; é vida real, um produto da ciência — frisa o pesquisador. — A paleontologia pode nos oferecer um entretenimento sofisticado, especialmente no que diz respeito aos dinossauros. Ela põe livro no colo de criança, a faz querer ir ao museu e assistir a um documentário. Trazer essa exposição para o Rio é tratar o carioca com dignidade.

5) Ver um crânio (de verdade!) gigante

Um dos fósseis que integram a exposição é o crânio, de 1,56 metro, do Giganotossaurus, denominação que significa lagarto gigante do sul. Um dos maiores dinossauros carnívoros conhecidos, o espécime media 13 metros de comprimento e quatro de altura e pesava dez toneladas. Suas mandíbulas tinham cerca de 70 dentes longos, curvos e serrilhados. Segundo Anelli, ele era capaz de retirar enormes pedaços de carne de suas presas com apenas uma mordida.

6) Participar do lançamento de um livro

Na inauguração da mostra, Luiz Eduardo Anelli fará o lançamento do livro “Novo guia dos dinossauros do Brasil” (R$ 130).

— A obra traz uma história completa do mundo, desde o nascimento do sistema solar até hoje, com os dinossauros contextualizados na narrativa. Descrevo os esqueletos e ensino a identificar os vários tipos. Há um capítulo, de 130 páginas, em que conto a história de cada um dos 54 dinossauros descobertos no Brasil, todos ilustrados pelo artista Julio Lacerda — diz o paleontólogo.

7) Vistar a Praça Dinos, com café, loja e experiência de realidade aumentada

Além da área com as réplicas, o pavilhão da exposição contará com a Praça Dinos, que terá um café; uma loja temática com roupas, canecas e brinquedos; e um espaço em que o público poderá interagir gratuitamente com dinossauros, por meio de um aplicativo de realidade aumentada. Haverá ainda um tanque de areia com réplicas de esqueletos para as crianças terem seu momento como paleontólogas e saírem em busca de fósseis.