Exposição com obras de artistas italianos do século XIX no Paço Imperial é novidade no roteiro

Em celebração ao bicentenário de nascimento de D. Teresa Cristina, esposa do imperador D. Pedro II, entra em cartaz no Paço Imperial a mostra "Cores da paisagem – Nápoles-Rio no olhar de artistas italianos do século XIX", com cerca de 50 pinturas e fotografias que colocam lado a lado cenários cariocas e napolitanos. O trabalho de fotógrafos italianos também é destaque de uma exposição em cartaz no CCBB que reúne ao menos 80 registros raros, feitos entre o Segundo Reinado e a Primeira República. Confira os detalhes destas e outras exposições.

'Oceano sem fronteiras'

A exposição imersiva instalada em um espaço de 170 m² no AquaRio alerta para a necessidade de uma conscientização global diante das ameaças ao oceano e aos recursos marinhos. A mostra, que acontece dentro da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável estabelecida pela ONU, traz projeções, painéis e um mapa mundi pelo ponto de vista dos peixes. Até 11 de dezembro.

Praça Muhammad Ali, Gamboa. Seg a sex, das 9h às 17h. Sáb e dom, das 9h às 18h. R$ 18.

Casa França-Brasil

'Resiliência - Histórias de mulheres que inspiram mudanças'. A coletiva resgata fotografias premiadas nos concursos da World Press Photo de 2000 a 2021, feitas por 17 profissionais de 13 nacionalidades que expõem os desafios de mulheres em diferentes comunidades em todo o mundo, abordando questões como sexismo, violência de gênero e direitos reprodutivos. Até 30 de novembro.

Rua Visconde de Itaboraí 78, Centro. Ter a sáb, das 10h às 17h. Grátis.

Casa de Cultura Laura Alvim

'35 anos de Laura'. Através de formas, cores e sons, o projeto imersivo que comemora os 35 anos do centro cultural em Ipanema recria ambientes originais do local onde viveu a entusiasta da arte. Peças do acervo pessoal da filha do médico Álvaro Alvim, pioneiro no uso de raios-X no Brasil, e neta de Angelo Agostini, precursor da caricatura nacional, compõem a mostra, que conta ainda com experiências sensoriais, como um palco com jogo de espelhos; performances teatrais (sex a dom, das 18h às 20h) e apresentações musicais na varanda (dom). Até 26 de março.

Av. Vieira Souto 176, Ipanema. Qua a dom, das 13h às 20h. Grátis.

Centro Cultural Banco do Brasil

'Walter Firmo: no verbo do silêncio a síntese do grito'. Sete décadas de estrada do consagrado fotógrafo carioca Walter Firmo são repassadas na mostra que reúne 266 fotografias, desde 1950 até 2021. As imagens que compõem a exposição em parceria com o Instituto Moreira Salles trazem registros de ritos, festas populares e cenas cotidianas que exaltam a população e a cultura negra de diferentes regiões do país. Até 27 de março.

'OSGEMEOS: Nossos segredos'. Após 12 anos, a dupla paulistana OSGEMEOS, formada por Gustavo e Otávio Pandolfo, volta ao museu em uma grande retrospectiva da produção dos artistas. Em meio a quase mil itens, destacam-se as obras “Templo” e “Gigante”, que foram adaptadas especialmente para o espaço da rotunda, além de telas emprestadas de colecionadores. Há ainda projeção de animações e imagens de obras urbanas feitas pelos irmãos. Até 23 de janeiro de 2023.

'Fotógrafos italianos - No florescer da fotografia brasileira'. Cerca de 80 registros raros, feitos por nove grandes fotógrafos italianos entre o Segundo Reinado e a Primeira República, compõem a mostra que tem curadoria de Joaquim Marçal de Andrade e Livia Raponi. Até 26 de dezembro.

Rua Primeiro de Março 66, Centro. Seg, 9h às 21h. Qua a sáb, 9h às 21h. Dom, 9h às 20h. Grátis

Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB)

'Trama Canoê'. Um dos maiores símbolos da cultura das comunidades indígenas e ribeirinhas da região amazônica, a canoa é a estrela da exposição, que destaca sua importância para o transporte, o trabalho e a comunicação no cotidiano. Até fevereiro.

'Sente-se: a coleção BEĨ em diálogo'. Na exposição, 63 bancos feitos artesanalmente por indígenas de 38 etnias do Xingu, Sul da Amazônia, Amazônia Oriental, Calha Norte e Noroeste Amazônico dividem espaço com obras de 14 renomados designers brasileiros. A curadoria é do indígena Mayawari Mehinaku e dos designers Claudia Moreira Salles e Gabriel Bueno. Até março de 2023.

Praça Tiradentes 69/71, Centro. Ter a sáb, das 10h às 17h (fechado nos dias 1º e 2/11). Grátis.

Espaço Cultural Arte Sesc

'Abstrações'. A coletiva traz obras de artistas mulheres de diferentes gerações, como Fayga Ostrower, Renina Katz, Anna Letycia, Anna Maria Maiolino e as contemporâneas Ana Cláudia Almeida e Laís Amaral para explorar as diferentes expressões da abstração para cada artista. Até 31 de janeiro de 2023.

Rua Marquês de Abrantes 99, Flamengo. Seg a sáb, das 12h às 19h. Grátis.

Instituto Moreira Salles

'Palavras cruzadas, sonhadas, rasgadas, roubadas, usadas, sangradas'. Um acervo de cerca de 200 trabalhos (incluindo obras feitas especialmente para a exposição) traça um panorama da trajetória de Miguel Rio Branco, um dos principais fotógrafos brasileiros, desde os anos 1970. Sua produção, marcada pela fotografia, pelo cinema e as artes plásticas, mergulha em temas como a sexualidade, a violência, a dor e a solidão. Entre os itens da curadoria de Thyago Nogueira e do próprio artista, está uma série rara em preto e branco produzida em Nova York, entre 1970 e 1972, além da sequência Mona Lisa (1973), fotografada em um bordel no município de Luziânia (GO), no entorno do Distrito Federal. Até 26 de março. O artista também é destaque da exposição "O mágico, a princesa e suas peripécias", na galeria Silvia Cintra + Box 4, que traz 14 trabalhos inéditos que formam um quebra cabeça de luz e cor (Rua das Acácias 104, Gávea. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb, das 12h às 16h. Grátis)

Rua Marquês de São Vicente 476, Gávea. Ter a sex, das 12h às 18h. Sáb, dom e feriados, das 10h às 18h. Grátis.

Mul.ti.plo Espaço Arte

'Livros espelhos consequências'. Dois anos de trabalho de Waltercio Caldas resultaram em 14 obras inéditas (nove objetos e cinco desenhos tridimensionais) que, na visão poética do artista, mostram a relação familiar entre peças como livros e espelhos. Até 2 de dezembro.

Rua Dias Ferreira 417/206, Leblon (2294-8284). Seg a sex, das 11h às 18h (sábados, sob agendamento). Grátis.

Museu de Arte do Rio

'Agnaldo Manuel dos Santos - A conquista da modernidade'. Com curadoria de Juliana Bevilacqua, a individual conta com mais de 70 esculturas em madeira do artista negro baiano discípulo de Mário Cravo Júnior, nascido na Ilha de Itaparica, em 1926. Até 26 de fevereiro.

'Faz escuro mas eu canto'. A mostra itinerante da 34ª Bienal de São Paulo apresenta a história do líder negro Frederick Douglass, que fugiu da escravidão e se tornou símbolo da luta abolicionista nos Estados Unidos. Cerca de 30 obras de 13 artistas de 8 países, incluindo o Brasil, traçam a relação entre o retrato de sua de vida com a da Pequena África nos arredores do museu. Até 22 de janeiro.

'Um defeito de cor'. Baseada no livro homônimo de Ana Maria Gonçalves (que também assina a curadoria), a coletiva faz uma releitura da história da escravidão destacando lutas e contextos sociais, culturais e econômicos do século XIX. Ao todo, serão 400 obras de artes de mais de 100 artistas brasileiros e africanos, principalmente mulheres negras. Até 14 de maio.

'Lataria espacial'. A mostra composta de cerca de 40 obras do artista paraense Emmanuel Nassar traça uma ponte entre a pop art, movimento artístico dos anos 1960 que trabalha com o imaginário da publicidade, e elementos das ruas e feiras livres para causar um choque entre erudito e popular. Uma das principais peças, um avião executivo em tamanho original feito de aço galvanizado, com 8 metros, permite que os visitantes interajam e subam na escada da aeronave para tirar fotos. Até 26 de fevereiro.

'Revirar'. A exposição que ocupa o foyer do 5º andar exibe 14 vídeos do acervo museológico do MAR com temáticas ligadas ao corpo e a revisões históricas e sociais. Ao todo, a mostra reúne a produção audiovisual de 15 artistas jovens, como Diambe, Juliana Notari e Pablo Lobato, e de artistas históricos, como a italiana Anna Maria Maiolino.

Praça Mauá 5, Centro — 3031-2741. Qui a dom, 11h às 18h. R$ 20.

Museu de Arte Moderna

'Atos de revolta: outros imaginários sobre independência'. Desenvolvida em colaboração com o Museu da Inconfidência, a coletiva revê o processo de independência do Brasil a partir da arte, reunindo obras e objetos do período colonial, e produções de artistas contemporâneos. Até 26 de fevereiro.

'Nakoada: estratégias para a arte moderna'. Com curadoria de Denilson Baniwa e Beatriz Lemos, a coletiva propõe novos caminhos para o futuro, através de obras modernistas do acervo do museu, (incluindo trabalhos de Guignard, Tarsila, Portinari, Volpi, Anita Malfatti, entre outros), além de cerâmicas da coleção do Museu do Índio e trabalhos comissionados de cinco artistas contemporâneos. Entre os itens, estão algumas preciosidades da Coleção Gilberto Chateaubriand. Até 29 de janeiro.

Av. Infante Dom Henrique 85, Aterro — 3883-5600. Qui e sex, das 13h às 18h. Sáb e dom, das 10h às 18h. Contribuição voluntária.

Museu do Amanhã

'Nhande Marandu - Uma história de etnomídia indígena'. Através de fotos, programas de TV, filmes, artes visuais, acervos de rádios e livros, a exposição traça um panorama da comunicação e identidade dos povos indígenas até os dias atuais, com o uso de tecnologias digitais. A curadoria é de Anápuáka Tupinambá, Takumã Kuikuro, Trudruá Dorrico e Sandra Benites. Até 26 de fevereiro.

‘S2 - Coração, pulso da vida’. Em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a exposição destaca a importância do coração para a vida e o bem-estar. Além de oferecer informações sobre o órgão vital, a mostra conta com experiências imersivas, como um projetor 3D que simula a pulsação do coração e um sensor que reproduz o som do batimento do próprio visitante e, em seguida, toca uma música seguindo o mesmo ritmo, além de uma intervenção audiovisual de poesia e dança. Até 5 de fevereiro.

'Amazônia'. Depois de passar por Paris, Londres, Roma e São Paulo, chega ao Rio a exposição que reúne 194 fotografias de Sebastião Salgado, resultado de uma imersão de sete anos na região amazônica. Idealizada por Lélia Wanick Salgado, que assina a curadoria, a mostra traz ainda um espaço com projeções sonorizado com uma composição especial de Rodolfo Stroeter. Até 29 de janeiro.

Exposição principal: Para abordar o impacto do homem no planeta, a mostra permanente se divide em cinco partes — Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós.

Praça Mauá 1, Centro — 3812-1800. Ter a dom e feriados, 10h às 18h. R$ 30 (de graça às terças).

Museu do Pontal

'Djalma Corrêa – 80 anos de música e pesquisa'. A exposição reúne fotografias e gravações do acervo do percussionista mineiro que marcou a música popular brasileira, destacando seu trabalho de pesquisa de sonoridades africanas.

'O circo chegou!'. A coletiva comemora um ano da nova sede do museu com uma exposição dedicada ao circo. Trabalhos de artistas de diversas partes do país e da França compõem a mostra que tem como centro a obra cinética "O circo", de Adalton Fernandes Lopes. A curadoria é de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque, diretores do museu. Até março.

'Novos ares: Pontal reinventado': A nova sede do museu que é referência internacional em arte popular brasileira, na Barra da Tijuca, apresenta o conjunto de seis mostras, uma de longa duração e cinco temporárias, em um total de cerca de duas mil peças.

'Prosperidade, felicidade em tudo'. Com a temática da luta antimanicomial, a coletiva reúne dez obras, entre pinturas e esculturas, de sete artistas que integram o Atelier Gaia, espaço vinculado ao Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea.

Av. Celia Ribeiro da Silva Mendes 3.300, Barra da Tijuca. Qui a dom, das 10h às 18h. Contribuição voluntária.

Museu Histórico Nacional

'Entre os cheiros da história'. Vinte dos 46 canhões que ocupam o pátio do museu se transformam em instalação artística na exposição olfativa da paulistana Josely Carvalho. Nas peças históricas, datadas entre os séculos XVI e XX, foram introduzidas cápsulas com cheiros criados pela artista em parceria com a fabricante Givaudan do Brasil, para contar a história através dos cheiros, das sensações e lembranças que os odores nos remetem. Até 29 de janeiro.

'Rio 1922'. A exposição em comemoração ao centenário do MHN e ao bicentenário da Independência do Brasil faz viagem pelo Rio de Janeiro de 1922, com cerca de 100 itens de época, entre fotografias, pinturas, vestuário, objetos, cédulas e mobiliário. Até dezembro.

'Brasil decolonial – outras histórias'. A mostra traz um conjunto de 17 intervenções no circuito de longa duração do MHN sobre temas e objetos relativos à diáspora africana na história do Brasil.

Praça Marechal Âncora s/nº, Centro — 3299-0324. Qua a sex, 10h às 17h. Sáb e dom, 13h às 17h. Grátis.

Paço Imperial

'Cores da paisagem – Nápoles-Rio no olhar de artistas italianos do século XIX'. Em celebração ao bicentenário de nascimento de D. Teresa Cristina, esposa napolitana do imperador D. Pedro II, cerca de 50 pinturas e fotografias de artistas italianos como Luigi Stallone, Edoardo de Martino, Nicolau Facchinetti, Camilo Vedani e Giorgio Sommer colocam lado a lado paisagens do Rio e de Nápoles. A curadoria é de Paulo Knauss, com curadoria adjunta de Fernanda Capobianco. Até 12 de fevereiro.

'Trama/objeto pintura'. O multiartista Xico Chaves expõe sua série 'Índios extintos', de 1989, que dá protagonismo a povos e aldeias dizimadas durante a colonização. Entre as técnicas utilizadas estão pinturas com pigmentos minerais sobre papéis artesanais e industriais, objetos em madeira e objetos-pinturas em vários materiais. Abertura em 30 de novembro. Até 12 de fevereiro.

Praça XV de Novembro, Centro. Ter a sáb e feriados, das 12h às 17h. Grátis.