'Presente distópico': exposição no MAC com fotos clicadas nas ruas de Niterói aborda limites entre ficção e realidade

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NITERÓI — Convidando o público a deixar a imaginação fluir e a refletir sobre os limites entre ficção e realidade, a exposição “Presente distópico” será inaugurada quarta-feira no MAC. Inspiradas pela cultura pop e pelo cinema, a fotógrafa Renata Xavier, a estilista Aline Ciafrino, a maquiadora Christina Gall e a modelo e bailarina Suzana Quintanilha uniram seus talentos para produzir um ensaio lúdico e lírico pelas ruas da cidade, que resultou nas 30 fotografias que estarão expostas e que já foram publicadas em diversos países.

Renata conta que o ensaio foi um projeto pessoal das quatro artistas niteroienses, que tiveram os seus ofícios interrompidos pela pandemia e resolveram se unir por volta de junho de 2020 para criar no meio do caos. Ela lembra que ficou feliz ao ver suas fotos estampadas na Revista ELA, do GLOBO, em abril:

— Enviamos para a editora Marina Caruso, que se encantou e decidiu publicar. Resolvemos seguir adiante com o projeto e sugerimos para Victor De Wolf uma exposição no MAC. O ano de 2020 parece um filme de ficção científica: o mundo parou, um vírus se espalhou, tudo mudou. Os futuros distópicos pós-apocalíptico do cinema se tornaram o nosso presente distópico. Os trabalhos demonstram que vale a pena sonhar, resistir, superar, criar e que os seres humanos são movidos pela esperança — diz.

O ensaio se divide em três partes: “O ano em que a Terra parou”, que retrata, na Avenida Amaral Peixoto, o sentimento dos primeiros momentos da pandemia; “Sobreviventes”, com fotos na Praia de Piratininga e inspiradas em filmes onde há poucos resquícios de civilização, como “Mad Max"; e “Novos caminhos”, fotografada no próprio MAC.

Em cartaz até 22 de agosto, de terça a domingo, das 11h às 16h. R$ 12.

Outras fotos

Há mais fotos para ver, no salão principal do MAC, na exposição Ressurgência, até o dia 18. São os trabalhos de Renato Moreth, Pedro Vasquez e Luiz Bhering, enfocando pessoas, o mar e o próprio museu, respectivamente. A cenografia do espaço é do arquiteto Mario Costa Santod, que também expõe seu processo criativo. Os quatro foram reunidos no coletivo Entreartes.

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