Exposição imersiva sobre Monet chega à Maré com ajuda da tecnologia e encanta moradores

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Com a ajuda da tecnologia, o gigantismo das imagens animadas e cheias de cores que parecem ganhar vida sob os nossos olhos encantou moradores da favela da Maré, nesta sexta-feira (10). A exposição multimídia "Monet à beira d'água", com 285 obras do pintor impressionista francês Claude Monet, foi apresentada na Lona Cultural Municipal Herbert Vianna depois de estrear uma curta temporada carioca no Boulevard Olímpico, na Casa França-Brasil. Só que dessa vez os painéis com quase oito metros de altura são vistos por meio de óculos de realidade virtual que oferecem uma experiência imersiva em 3D da obra.

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— A experiência que tive foi única, a gente se sentiu verdadeiramente dentro daquele ambiente. Muito maneiro — contou Lucas Santos, de 13 anos, que estuda na Escola Municipal Escritor Millôr Fernandes, que fica dentro da Maré, e que foi acompanhado de cerca de 120 alunos desse e de outros colégios à exposição.

A adolescente Kamily Miranda, de 11 anos, não desviou o olhar, nem por um segundo, das imagens animadas e cheias de cores transmitidas na viagem virtual.

— A experiência foi muito boa, foi uma sensação perfeita. Achei a obra dele linda, fiquei feliz e grata de ter conhecido — afirma Kamily, que mora na comunidade.

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Durante a exposição, que é a maior mostra imersiva feita sobre Monet no mundo ao som de trilhas sonoras e que não economiza nos efeitos visuais, são projetadas 285 obras do pintor. A exposição mostra um pouco da dedicação de Monet à arte e às viagens pintando paisagens, luzes e cursos d'água. Uma relação com a água que originou o quadro "Impressão, sol nascente" (1874), deixando-o conhecido pelo impressionismo. Além disso, a exibição destaca as séries da Estação Estação Saint-Lazare (1877), da Catedral de Rouen (1893), do Lago das Ninfeias (1895-1926), do Palácio de Westminster (1904) e do Grand Canal de Veneza (1908).

O coordenador do educativo itinerante da exposição, Danilo Tomic, ressalta que as atividades tem um viés educativo e pouco comum em comunidades do país.

— A ideia é levar a exposição do Monet de forma educativa. Viemos percorrendo por escolas do interior e, de preferência, as que tinham menos acesso a exposições deste tipo e chegamos aqui na Lona Cultural da Maré para trazer essa experiência diferente com a educação — diz Tomic, que completa: — Buscamos promover uma troca e um diálogo para aproveitar também os saberes das pessoas, um exercício de educação que aflore o interior das pessoas e o que elas têm dentro de si.

A classificação é livre e grátis, é preciso realizar um agendamento prévio (telefone 21 31056815). O endereço da lona cultural é Rua Evanildo Alves s/nº, Maré.

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Faustini anuncia que Lona Cultural da Maré vai ser transformada em Areninha

O secretário municipal de Cultura do Rio, Marcus Faustini, anunciou que dentro de um mês serão iniciadas obras que irão transformar a Lona Cultural da Maré em Areninha. A lona será substituída por um material termo acústico, a ideia é garantir mais qualidade para as apresentações deixando o ambiente climatizado e com isolamento acústico. Além disso, as obras possibilitarão mais acessibilidade, já que contará com a instalação de um elevador para pessoas com maiores dificuldades de locomoção, como idosos e cadeirantes. A duração da reforma, que custou cerca de R$ 2,5 milhões, está prevista em torno de cinco a seis meses.

— O compromisso é de recuperar os espaços culturais municipais que ficaram sem manutenção, priorizando as regiões que mais precisam. A Maré é uma das boas fontes de talentos da cultura carioca e merece essa novidade. Em breve, teremos um novo espaço na região com melhor estrutura para fomentar a cultura local.

Hoje, segundo a secretaria, existem sete arenas e areninhas e sete lonas culturais, sendo a primeira lona instalada há 30 anos, na Eco-92.

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