Exposições estreiam no ritmo dos protocolos e sem vernissagens

O Globo
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Divulgação

RIO — O mundo das exposições também é sensível à pandemia. O novo normal, com seus protocolos, impôs o cancelamento de vernissagens, o agendamento de visitações, a conversa por Zoom para artistas falarem sobre suas obras e a obrigatoriedade do uso de máscaras nas galerias.

A entrevista via aplicativo abriu a “Homenagem a Clarice Lispector”, inauguada quinta-feira na Galeria Zagut para comemorar os 100 anos da escritora. Até 5 de janeiro, a sala na Avenida Atlântica 4.240/loja 315, em Copacabana, exibe obras de mais de cem artistas, entre pinturas, esculturas, vídeos e colagens. A lista inclui Augusto Herkenhoff, Benjamim Rothstein, Edineusa Bezerril, Sonia Xavier e Tavinho Paes.

Com obras de Anna Bella Geiger, Carlos Vergara, Manfredo de Souzanetto, Marçal Athayde e Jorge Guinle, entre outros, “Sempre é de novo a primeira vez” foi aberta sábado na Danielian Galeria (Rua Major Rubens Vaz 414, na Gávea. Tel.: 2522-4796). A visitação, de segunda-feira a 30 de janeiro, precisa ser agendada pelo público. Os ambientes terão permanente higienização e álcool gel disponível.

O título da exposição é retirado de um verso da música “Anna Bella”, de Antonio Cícero e Marina Lima, lançada em 2006. Na canção, os irmãos descrevem uma conversa imaginária com Anna Bella Geiger, como explica o curador Marcus Lontra Costa:

— O verso aparece como inspiração primeira dessa exposição coletiva que se desenvolve a partir de uma homenagem à Anna Bella, que para mim é a mais importante artista brasileira viva.

Também sábado foi inaugurada a exposição “Claudio Valério Teixeira — Aquarelas da quarentena”, na Galeria Evandro Carneiro Arte, na Gávea. Com o artista se recuperando da Covid-19, a tradição da vernissagem foi rompida.

O público vai precisar seguir os protocolos do shopping Gávea Trade Center, onde fica a galeria. Depois de ter a temperatura medida, sempre de máscaras, os visitantees então poderão apreciar as 64 aquarelas de Claudio Valério que retratam o cotidiano do artista em tempos de pandemia. Como o espaço é grande, não há necessidade de agendar a visita.

— Tentei transformar a quarentena num período criativo, em que a aquarela me consumia obsessivamente, não deixando espaço para o medo — diz Claudio Valério, que mora em Niterói.

A curadoria é de Evandro Carneiro, e a mostra pode ser vista até 23 de janeiro, de segunda a sábado, das 10h às 19h. Entre os destaque estão “Visita do senhor Giovanni Battista Castagneto ao ateliê”, “Da minha janela” e “Flores para Guignard” .

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