Expulsos de acampamento em BH, bolsonaristas viajam aos EUA para falar com Bolsonaro

Grupo de cinco mineiros tentou contato com o ex-presidente três vezes

Após perder segundo turno das eleições, Bolsonaro deixou o país antes do fim do seu mandato; Ex-presidente segue na Flórida, nos EUA - Foto:Andressa Anholete/Getty Images
Após perder segundo turno das eleições, Bolsonaro deixou o país antes do fim do seu mandato; Ex-presidente segue na Flórida, nos EUA - Foto:Andressa Anholete/Getty Images
  • Bolsonaristas viajam para os EUA para conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro;

  • Grupo de cinco mineiros estava acampado em frente ao quartel do Exército em Belo Horizonte;

  • Objetivo era levar palavras de consolo, tirar fotos e autografar uma bandeira trazida do acampamento.

Um grupo de bolsonaristas que estava acampado em frente ao QG do Exército em Belo Horizonte (MG) viajou até Orlando, nos Estados Unidos, para conversar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele se encontra no país desde antes do fim de seu mandato.

Ao Metrópoles, os cinco mineiros, vestidos de verde amarelo, contaram que foram três vezes até o condomínio de luxo Encore Resort at Reunion, onde o político está hospedado, para levar mensagens de apoio, tirar fotos e autografar uma bandeira que trouxeram do acampamento. As tentativas, no entanto, foram frustradas.

Os bolsonaristas embarcaram para os Estados Unidos depois que o acampamento, que ficava na avenida Raja Gabaglia foi desfeito por ordem da prefeitura de Belo Horizonte, no dia 6 de janeiro. O grupo lamentou a ação e descreveu a manifestação como “pacífica e familiar”.

Entretanto, durante o desmonte, jornalistas foram atacados por manifestantes, como aconteceu com uma equipe de reportagem da TV Band e do jornal O Tempo. Algumas pessoas cercaram os profissionais, jogaram no chão uma câmera e partiram para agressões com chutes e socos.

Um dia antes, um fotógrafo do jornal Hoje em Dia também foi agredido. O profissional relata ter sido perseguido após fazer as fotos de longe e chegou a se esconder atrás de um carro, mas foi arrastado pelo chão e agredido com socos e pauladas.

As reações dos manifestantes provocadas pelo fim do acampamento também repercutiram. Na ocasião, teve quem se exaltou e começou a chorar. Outros se ajoelharam para rezar e houve ainda quem xingasse e ameaçasse os guardas municipais.