Extração de combustível da usina nuclear de Fukushima é adiada por pandemia

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Funcionários da Tokyo Electric Power Co (Tepco) em frente à usina nuclear de Fukushima Dai-ichi na cidade de Okuma, na prefeitura de Fukushima, norte do Japão, em 28 de fevereiro de 2012

A extração do combustível fundido na central nuclear japonesa de Fukushima, desativada desde 2011, será adiada por um ano porque a pandemia de coronavírus atrasou o desenvolvimento de equipamentos especializados para a tarefa, anunciou nesta quinta-feira (24) seu operador.

A empresa japonesa Tepco planejava começar a remover o combustível fundido de um dos reatores no próximo ano, uma década após a tripla catástrofe - terremoto, tsunami e acidente nuclear - que atingiu o Japão em 11 de março de 2011.

Essa operação é considerada a mais complexa do processo de desmontagem, que deve durar entre 30 e 40 anos. A Tepco planejava fabricar um braço robótico no Reino Unido e, em seguida, transferi-lo para o Japão no começo de 2021 para iniciar a extração.

"Devido ao aumento das infecções por coronavírus no Reino Unido, o desenvolvimento foi travado", explicou Akira Ono, diretor da filial da Tepco responsável pela desmontagem, em uma coletiva de imprensa. Além disso, a empresa agora quer fazer parte dos testes de robôs no Japão.

O processo levará vários anos no caso do reator 2, que contém 237 toneladas de combustível fundido e escombros, segundo a agência de notícias Kyodo. Os reatores 1, 2 e 3 da usina contêm um total de 880 toneladas dessa mistura.

A desastre de 11 de março de 2011 causou cerca de 18 mil mortes ou desaparecimentos no Japão. O acidente nuclear de Fukushima foi o mais grave desde Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

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