Extrema direita é "durável e poderosa" na França, dizem especialistas após resultado histórico de Le Pen

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A candidata da extrema direita à presidência na França, Marine Le Pen, obteve 41,46% dos votos no segundo turno da eleição, no último domingo (24). Apesar de não ter conseguido se eleger, ela registrou um resultado inédito com o partido Reunião Nacional, o que prova, para o cientista político francês Jean-Yves Camus, que a legenda segue não sendo um componente efêmero da paisagem política do país.

Há cinco anos, Marine Le Pen perdia, pela primeira vez, a disputa travada com Emmanuel Macron pela presidência da França. Na época, 32 pontos separavam os dois rivais. Em 2017, o centrista obteve 66,10% dos votos e a líder da extrema direita ficou com 33,90%.

No entanto, o cenário hoje é outro. Marine Le Pen avançou 16 pontos e algumas pesquisas apontavam, antes da eleição, que a diferença de votos entre os dois candidatos seria ainda menor, de apenas 10%. A previsão incitou muitos indecisos a irem às urnas para votar em Macron e impedir que a extrema direita chegasse à presidência.

Mas, para Jean-Yves Camus, diretor do Observatório dos Radicalismo Políticos na Fundação Jean Jaurès, "o partido de Marine Le Pen está se construindo não apenas como uma força durável, mas poderosa". O especialista lembra que desde a fundação da legenda em 1972, originalmente nomeada de Frente Nacional, a conquista do eleitorado não parou de crescer.


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