Exumação do corpo da jovem que pode ter sido envenenada pela madrasta foi acompanhada pelos pais

A exumação do corpo de Fernanda Carvalho Cabral foi acompanhada pela família da jovem nesta quinta-feira, às 13h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. A Polícia Civil investiga se a jovem de 22 anos foi envenenada pela madrasta, Cíntia Mariano Dias Cabral, que está presa em Benfica por servir feijão com veneno a seu outro enteado, Bruno, de 16 anos, irmão de Fernanda. Segundo o delegado da 33ª DP (Realengo), Flávio Rodrigues, a perícia será feita por pesquisa de fauna cadavérica.

Pai de Fernanda, Adeilson Cabral, que acompanhou de longe a exumação junto à família, não quis dar entrevista. Mãe de Fernanda, Jane Carvalho, que comentou a exumação em vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira, também preferiu não se pronunciar na ocasião.

O delegado informou que o pai da jovem está muito abalado.

— Descartamos completamente envolvimento do pai no caso, ele está completamente arrasado com o ocorrido — diz Rodrigues.

De acordo com o delegado, o prazo para o laudo estar pronto é em torno de 20 dias. Ainda há possibilidade de haver substância no material coletado do corpo (unha, ossos e cabelo), mas a análise do cadáver e o exame de fauna cadavérica, segundo Flávio Rodrigues, serão mais precisos.

— Esperamos encontrar elementos que comprovem a substância química que foi usada no suposto envenenamento. A fauna cadavérica nos mostra os insetos que estão se alimentando do cadáver em decomposição, dando uma análise mais precisa — diz o titular da 33ª DP.

O delegado reiterou que investiga se Cíntia também é responsável pela morte da vizinha e do ex-marido. Segundo Rodrigues, sintomas como tonteira e ataque cardíaco, apresentados por Fernanda e Bruno (que recebeu alta após uma internação de quatro dias), são típicos de envenenamento por chumbinho (veneno de rato). Cerca de 12 médicos serão ouvidos ao longo dos próximos dias, informa o delegado.

Os investigadores também aguardam uma medida judicial para analisar o celular da madrasta, que ainda não foi expedida.

Os advogados da família, Raphael Fortes e Marcela Fernandes, disseram que tomarão providências se for comprovada negligência médica por parte dos profissionais de saúde.

— Aguardamos a conclusão do inquérito para ver as medidas cabíveis. A família está em condolência, totalmente abalados. Estamos aguardando a recuperação e as investigações conclusivas — disse o advogado de Adeilson, Raphael Fernandes.

— O laudo do suco gástrico de Bruno também ainda não saiu. Vamos aguardar, precisamos que a justiça seja feita — afirmou Marcela Fernandes, advogada da mãe, Jane.

A mãe se pronunciou nesta quinta-feira nas redes sociais sobre a exumação do corpo da filha. Ela disse que está muito ferida emocionalmente e pedindo correntes positivas para que o caso seja solucionado.

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