Fátima Bernardes pede desculpas por fala incorreta sobre travestis: "Não é manifestação artística"

Resumo da notícia:

  • Fátima Bernardes foi criticada após definir a transexualidade como uma "manifestação artística"

  • A apresentadora pediu desculpas pela fala e esclareceu a situação

  • No caso, Fátima estava se referindo a drag queens

Fátima Bernardes foi muito criticada durante o 'Encontro' em uma conversa com Jairo Bauer, médico psiquiatra intitulado como especialista em sexualidade. Após uma pergunta de uma internauta, que questionou a diferença entre transexuais e travestis, Jairo afirmou que em ambos os casos "o corpo não se adequa com a identidade", e Fátima e o especialista completaram que a transexualidade pode ser considerada como uma "manifestação artística".

Nas redes sociais, o público apontou como desserviço as falas de Fátima e do psiquiatra, já que a transexualidade nada tem a ver com manifestação artística. Transexualidade tem a ver com identidade de gênero, não definida pela genitália, já que expressão de gênero leva em conta fatores sociais e culturais. No caso de manifestações artísticas envolvendo gênero, estamos falando de drag queens, não de pessoas trans.

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Após as críticas, Fatima retomou o tema durante o 'Encontro' e se desculpou pelo erro. "Ontem, tiramos algumas dúvidas sobre o universo LGBTQIA+. Enquanto o especialista respondia a dúvida de uma professora sobre a diferença entre tavestis e transexuais, eu fiz uma observação de que a travesti poderia ser uma manifestação artística. Falei isso porque tive muita convivência com a Rogéria, e vi várias vezes que ela não se via como uma mulher, mas que a artista dela se manifestava como mulher, e que ela se sentia a travesti da família brasileira", afirmou.

Fátima então esclareceu a diferença entre pessoas trans e drag queens, e afirmou que sempre está aberta a aprender mais sobre o assunto. "Como o comentário gerou uma queixa na comunidade, fui entender o que precisava ter sido dito. Hoje, não se estabelece uma diferença visível entre uma travesti e uma mulher trans, ambas se identificam com uma identidade feminina em todos os momentos da vida. É diferente daquela pessoa que se monta para apresentar sua arte, as drag queens. Fiquei feliz de ter tido essa oportunidade para aprender mais, falamos muito aqui sobre mudanças na legislação, e é importante naturalizarmos esse tema".

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