Fãs xingam Bolsonaro, e Ivete Sangalo pede para gritarem mais alto

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  • Ivete Sangalo
    Cantora, compositora, instrumentista, atriz, apresentadora e empresária brasileira
  • Jair Bolsonaro
    38.º presidente do Brasil
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 29.09.2019 - Show da cantora baiana Ivete Sangalo durante o festival Rock in Rio, no Parque Olímpico, na zona oeste da cidade. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 29.09.2019 - Show da cantora baiana Ivete Sangalo durante o festival Rock in Rio, no Parque Olímpico, na zona oeste da cidade. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cantora Ivete Sangalo, 49, que já foi criticada por não se posicionar politicamente, começou a dançar enquanto o público xingava o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante show, em Natal, no Rio Grande do Norte, na noite de quarta (29). Um vídeo desse momento da apresentação foi publicado nas redes sociais e viralizou.

Na gravação é possível ouvir a plateia gritar "Ei Bolsonaro, vai tomar no cu". Quando Ivete escuta o xingamento, provoca: "Não ouvi. Tá baixinho". Em seguida, a cantora começa a dançar enquanto as pessoas gritavam mais alto. "[Ele] vai acabar escutando de tão alto que foi", diz.

A reação da cantora ao protesto do público acontece após chuvas intensas que atingiram a Bahia nos últimos dias deixarem ao menos 24 mortos e o presidente continuar de férias em Santa Catarina. Ele enviou quatro ministros do governo federal à região. Mas Fábio Almeida, empresário da cantora, disse que "ela apenas deu voz ao povo".

Em junho, quando o Brasil superou 500 mil mortes por Covid-19, Ivete extravasou sua indignação no Instagram. "É estarrecedor pensar sobre as milhares de vidas ceifadas e dores irreparáveis em torno dessas perdas", escreveu ela. "Não é sobre partidos, é sobre humanidade".

A cantora também publicou um comunicado nas redes sociais em que afirma que o atual governo brasileiro não a representa, mas que isso será resolvido nas próximas eleições pelo poder do voto.

"Meus zamuris, entendo o quão necessário é nesse momento não estabelecer dúvidas sobre o que acredito. Esse governo que aí está não me representa nem mesmo antes da ideia dele existir. E isso vamos resolver quando unirmos forças nas próximas eleições, através do poder do voto", escreveu.

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