Férias na Europa? Aeroportos têm greves, cancelamentos e longas filas. Veja a situação em cada país

De Lisboa a Londres, passando por Amsterdã, Paris e Madri, os aeroportos da Europa vivem uma temporada de longas filas, muita espera e alguns dias de caos.

A retomada dos voos pós-pandemia, em meio a uma escassez de mão de obra e a greves de funcionários de empresas aéreas e nos terminais, exigiu dos turistas muita paciência nos últimos feriados locais.

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Analistas afirmam que os episódios foram um prenúncio do que será o próximo verão europeu: retomada forte do turismo, mas com muitos gargalos de pessoal e infraestrutura.

Várias companhias aéreas e aeroportos já anunciaram redução no número de voos programados para o verão europeu por falta de pessoal. E há greves planejada por diferentes sindicatos em junho e julho.

A aviação perdeu 2,3 milhões de empregos durante a pandemia, com muitos trabalhadores saindo definitivamente do setor para trabalhar em outras áreas.

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O fim de testes obrigatórios de Covid para ingressar nos EUA, o que aumentou a demanda de americanos por voos para os países europeus e vice-versa, deve levar a uma movimentação ainda maior de passageiros nos aeroportos da Europa no auge da temporada.

Veja, abaixo, a situação nos aeroportos e das principais empresas aéreas nos principais países europeus:

REINO UNIDO

Londres é a capital europeia com mais problemas de atrasos e filas. O Aeroporto de Gatwick informou no último fim de semana que vai limitar o número de voos por dia em julho e agosto, auge da temporada de verão. Serão centenas de voos a menos no período.

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Segundo maior aeroporto britânico, atrás apenas de Heathrow, Gatwick vai receber no máximo 825 voos por dia em julho e 850 em agosto. A média diária no terminal nesses meses costumava ser de 900 a 950 voos por dia antes da pandemia.

Em Heathrow, não há redução de voos programada. O aeroporto, porém, ganhou uma folga graças a um cancelamento de 10% das rotas da British Airways para o período de verão.

A também britânica EasyJet, de baixo custo, informou nesta segunda-feira que vai reduzir o número de voos em Gatwick e em Amsterdã, os dois maiores aeroportos onde opera.

A empresa não detalhou quantos voos serão suspensos, mas informou que vai operar a cerca de 87% do nível de 2019 até o fim de junho. No trimestre seguinte, planeja voar 90% das rotas que tinha antes da pandemia – a previsão anterior era chegar a 97% da capacidade neste período.

PORTUGAL

O país viu o número de passageiros em seus aeroportos disparar nos últimos meses e as filas são enormes no controle de imigração. O governo tenta evitar que o problema se agrave, porque teme ter a imagem arranhada e conta com o turismo para a recuperação econômica.

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Por isso, anunciou a contratação de 238 funcionários de controle de fronteira para os seis aeroportos do país a partir de 4 de julho, aumentando a equipe total para 529.

Nos dias 24 a 26 de junho, funcionários da irlandesa Ryanair planejam uma greve em Portugal.

FRANÇA

No início de junho, uma greve dos funcionários do Aeroports de Paris, que opera o Charles de Gaulle, obrigou o terminal a suspender 25% de seus voos.

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Há outra greve prevista para 2 de julho, que deve incluir também o aeroporto de Orly, também em Paris. Os dois terminais sofrem com a escassez de mão de obra e têm hoje 4 mil vagas abertas.

Também está programada uma greve da Ryanair, empresa irladensa de baixo custo, cujos funcionários devem cruzar os braços em vários aeroportos europeus. Na França, a data prevista é 25 e 26 de junho.

ALEMANHA

A Lufthansa anunciou que vai cancelar 900 voos domésticos e internacionais de seus hubs em Frankfurt e Munique previstos para as sextas-feiras, sábados e domingos de julho, devido à escassez de mão de obra. Sua subsidiária Eurowings, de baixo custo, também reduziu o número de rotas para o período.

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A britânica EasyJet, por sua vez, encolheu o número de voos que opera em Berilm em 1.000 entre junho e agosto, também por falta de pessoal.

HOLANDA

O aeroporto de Schipol, em Amsterdã, vai reduzir o número de passageiros que poderão desembarcar no terminal em cerca de 20%. Em julho, serão apenas 67.500 por dia, uma redução de cerca de 13.500 em relação ao que estava planejado pelas empresas aéreas par o período.

A decisão veio após longas filas em maio, que levaram a KLM a suspender temporariamente vendas de passagens a partir do aeroporto.

A taxa de desemprego na Holanda é baixíssima, de apenas 3,3%. E há vagas sobrando no terminal. Por isso, Schipol anunciou que vai pagar um bônus de € 5,25 por hora para 15 mil funcionários da segurança, do manejo de bagagens, de transporte e de limpeza do aeroporto – um acréscimo de 50% em relação ao salário mínimo local.

BÉLGICA

Pilotos e comissários da Brussel Airlines farão uma greve entre 23 e 25 de junho, programada para coincidir com uma cúpula de líderes da União Europeia na capital belga.

O país também será alvo da manifestação de funcionários da aérea irlandesa de baixo custo Ryanair. Na Bélgica, a paralisação será entre 24 e 26 de junho.

ESPANHA

Os funcionários da Ryanair, empresa irlandesa de baixo custo, devem fazer greve na Espanha nos dias 24, 25, 26 e 30 de junho. E também em 2 e 3 de julho.

ITÁLIA

Na Itália, a greve da irlandesa Ryanair será em 25 de junho.

DINAMARCA, NORUEGA E SUÉCIA

Cerca de 1.000 pilotos da SAS na Dinamarca, Noruega e Suécia planejam uma greve para o fim de junho.

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