Fórmula 1 chega ao Canadá com quiques polêmicos no centro das discussões

A nova Fórmula 1 prometida para 2022 virou dor de cabeça para a FIA. A principal mudança no regulamento da temporada, com o retorno do efeito solo e, como consequência, mais ultrapassagens, agora se tornou uma questão de segurança e saúde dos pilotos. Às vésperas do GP do Canadá, que acontece neste domingo, às 15h (com transmissão da Band), a entidade anunciou uma diretiva técnica para controlar o porpoising (efeito golfinho gerado pela aerodinâmica) e o bouncing (quiques por causa do ajuste do carro mais baixo). De um lado, a decisão é vista como pressão da Mercedes; do outro, pode ser a pá de cal nas pretensões da Ferrari em fazer frente à Red Bull.

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Os quiques constantes do assoalho dos carros na pista são nítidos desde os testes da pré-temporada, mas se intensificaram em determinados circuitos de rua, como em Baku, assim como deve ser em Montreal. Ali, ultrapassou os limites do aceitável para muitos pilotos e escuderias. O heptacampeão mundial Lewis Hamilton e o seu companheiro de Mercedes, George Russell, reclamaram de dores nas costas. Hamilton, inclusive, teve dificuldades em sair do monoposto após a prova no Azerbaijão e chegou a sentir dormência na região.

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Algumas equipes, no entanto, souberam minimizá-los, como a Red Bull, que lidera o campeonato de construtores e pilotos — ela pode ampliar a vantagem, pois o terceiro colocado Charles Leclerc, da Ferrari, trocou peça do motor e vai largar em último. Quem sai na frente é o líder Max Verstappen, que fez a pole sob muita chuva. Fernando Alonso (Alpine), segundo mais rápido, volta à primeira fila depois de 10 anos, seguido por Carlos Sainz (Ferrari).

Verstappen considera injusta qualquer mudança de regulamento com o campeonato em andamento.

— Não se trata de nos afetar mais ou menos em relação a outras, mas sim que temos uma equipe que reclama muito e, de repente, as normas são mudadas — disse o holandês, em entrevista à “Racer”, referindo-se à Mercedes. — Acredito que há muitas equipes que fizeram um trabalho impressionante para não ter esse tipo de problemas, assim é possível evitá-lo. Se você não sabe projetar um carro bom, a culpa é sua, não das regras.

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A proposta da FIA não será implementada de imediato. Sequer há ainda uma definição de como e quando passará a valer. Em Montreal, engenheiros da entidade estão recolhendo informações dos assoalhos dos carros a fim de fazer uma leitura geral do problema.

Red Bull pode se beneficiar

A partir dos dados, a FIA deve estabelecer métricas da aceleração vertical, entre outros elementos, para indicar o limite aceitável da pressão dos quiques sobre os pilotos.

Quando a regra estiver valendo, as equipes terão de se adequar às novas normas. Aí, mora a questão que pode facilitar ainda mais a vida da Red Bull rumo ao título. Como o projeto de Adrian Newey, mais uma vez, soube interpretar o regulamento da melhor forma possível, os novos limites estabelecidos não devem impactar os carros de Verstappen e Sergio Perez.

Porém, os carros que sofrem com o problema, como Mercedes e Ferrari, para se ajustarem às regras podem ter de deixá-los mais altos. Assim evitarão os efeitos dos saltos, mas perderão desempenho e verão as primeiras colocações ainda mais distantes.

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