Fórmula 1 estreia no Oriente Médio sob críticas que devem se intensificar até a Copa do Mundo

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A Fórmula 1 desembarcou no Oriente Médio para o GP de estreia do Qatar neste domingo, às 11h (de Brasília). Daqui a 15 dias, segue para a Arábia Saudita, outra estreante. Porém, o assunto que ronda o fim de semana não é somente a disputa entre Lewis Hamilton, que larga na frente, e Max Verstappen, que começa logo atrás, ou as novidades dos circuitos. A chegada da modalidade em dois países amplamente criticados pelas violações aos direitos humanos tem dominado a pauta.

O longo histórico dos países em relação ao desrespeito aos direitos de mulheres, trabalhadores e homossexuais levanta o debate se é válido aceitar o dinheiro dessas nações que usam o esporte como forma de limpar a própria imagem — o chamado sportswashing. Qatar e Arábia saudita assinaram longos contratos com a F1 e serão agora presenças constantes.

Sempre ativo nas causas sociais, Hamilton, da Mercedes, não se furtou a cobrar mais da organização da Fórmula 1. Sua forma de protesto foi usar um capacete com as cores LGBTQIA+. Em ambos os países, a homossexualidade é considerada ilegal. Além da perseguição a ativistas e restrições à liberdade de expressão.

— Estamos cientes que há problemas nesses lugares para os quais vamos. Mas é claro que (o Qatar) parece ser considerado um dos piores nesta parte do mundo. À medida que os esportes vão para esses lugares, eles têm o dever de aumentar a conscientização para essas questões. Esses lugares precisam de escrutínio — disse o britânico.

Hoje é a Fórmula 1 que recebe as críticas constantes de organizações não governamentais, como a Anistia Internacional, e até parte dos fãs. A exato um ano da Copa do Mundo, a Fifa sabe que, em breve, esse tipo de pressão será voltada para ela. Para a Anistia, os países usam o glamour desses grandes eventos como distração para que não haja discussão sobre o assunto.

As organizações dos países costumam se defender com o discurso pronto de que reforçam a necessidade de se manter os direitos dos trabalhadores nas construções de autódromos ou estádio. E acreditam que as mudanças estão acontecendo no seu tempo.

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