Fórmula 1: Um mês depois do GP de Abu Dhabi, Fia define prazo data para concluir investigações; futuro de Hamilton depende da decisão

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Nesta quarta-feira faz exatamente um mês do polêmico GP de Abu Dhabi, que consagrou o holandês Max Verstappen campeão mundial de Fórmula 1, na última volta, para revolta de Lewis Hamilton e da Mercedes. Passado esse tempo, o retorno do heptacampeão para a temporada de 2022 segue uma incógnita. O inglês tem contrato até o fim de 2023, porém a desilusão com as decisões da FIA na última corrida de 2021 poderia antecipar sua aposentadoria. Tudo vai depender do resultado da investigação interna feita pela entidade cujo prazo é dia 3 de fevereiro.

Desde a decisão do Mundial, o piloto da Mercedes está recluso e não publicou nada em suas redes sociais. Tudo o que se sabe é via pessoas próximas a ele ou por meio de conversas de terceiros. O desapontamento de Hamilton foi divulgado pelo chefe da Mercedes, Toto Wolff; o irmão do piloto, Nicolas, disse que ele "sumiu" das redes para cuidar da saúde mental; e o ex-chefão da F1 Bernie Ecclestone afirmou que ele pode se encerrar a carreira precocemente.

Hamilton e a Mercedes ainda aguardam o desfecho da investigação prometida pela FIA, no dia 15 de dezembro. A equipe chegou a entrar com recurso na entidade por causa das decisões tomadas pelo diretor de prova Michael Masi, mas todas elas foram refutadas. A escuderia também ameaçou ir à Corte Arbrital do Esporte (CAS), mas foi demovida da ideia após conversa com a entidade que rege a categoria.

Segundo a BBC, Hamilton "perdeu a fé" na organização da Fórmula 1. Porém, a FIA estuda a melhor forma de lidar com a situação para não perder o piloto sete vezes campeão do mundo. Uma das saídas seria a demissão de Masi, que, ao longo de 2021, ganhou desafetos na categoria por causa da não aplicação das regras em momentos chave de algumas provas. Outras mudanças internas na entidade também estão em voga como parte de um acordo entre a Mercedes e o então presidente da entidade Jean Todt para que a escuderia recuasse na intenção de ir ao CAS. Além de Masi, Nikolas Tombazis, diretor técnico da FIA para campeonatos de monopostos, rodaria.

A FIA, agora gerida por Mohammed Ben Sulayem, anunciou que, nas próximas semanas, todos os envolvidos nas voltas finais do GP de Abu Dhabi serão ouvidos: chefes de equipe, pilotos, comissários e Masi. As conclusões da investigação devem ser apresentadas na próxima reunião do Conselho Mundial da FIA, no dia 3 do próximo mês.

Na prova decisiva, por exemplo, Masi tirou o safety car da pista na última volta e determinou a largada em movimento – em situação semelhante no Azerbaijão, após a bandeira vermelha, o grid foi retomado e a largada foi parada. Além disso, mudou as determinações depois da entrada do carro de segurança em consequência do acidente de Nicholas Lafitti. Primeiro, os retardatários não iriam formar a fila em suas posições de fato; depois, liberou a passagem apenas dos carros entre Hamilton e Verstappen.

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