Fórum Económico Mundial dominado por guerra e recessão

Com o tema "Cooperação num mundo fragmentado", a reunião anual do Fórum Económico Mundial volta a realizar-se em Davos, na Suíça. A guerra na Ucrânia e a iminente recessão económica mundial vão dominar o evento.

“Está tanta coisa em jogo que realmente precisamos encontrar soluções para as guerras e conflitos. Também temos que garantir que não entraremos em recessão e teremos dez anos de baixo crescimento, como tivemos na década de 70", afirmou Borge Brende, presidente do Fórum Económico Mundial.

Pela quinta vez, a Ukraine House vai estar presente em Davos, mas com um foco na necessidade de armas para combater na guerra da Ucrânia.

"Não temos armas, não temos mísseis Patriot, não temos outras coisas que estão disponíveis noutros países. Portanto, as armas são a principal prioridade para nós", realçou Svitlana Gytsenko, membro do Comité Organizador da Ukraine House Davos.

Divulgado no início do Fórum Económico Mundial, um relatório da ONG Oxfam pede um aumento dos impostos sobre os mais ricos para pelo menos 60% dos rendimentos de trabalho e capital, para reduzir a crescente desigualdade e mitigar os efeitos de uma "policrise" resultante do aumento da inflação, do impacto da pandemia de Covid-19 e dos efeitos de eventos como secas, ciclones e inundações.

"O 1% mais rico arrecadou dois terços de toda a nova riqueza desde 2020. Isso é o dobro, quase o dobro do que 99% da humanidade tinha em termos de nova riqueza durante esse período", disse a diretora executiva da Oxfam International, Gabriela Bucher.

Uma em cada dez pessoas em todo o mundo passa fome todos os dias e há uma crise do custo de vida. Mas 95 empresas de energia e do setor alimentar dobraram os lucros em 2022, levando a OXFAM a pedir impostos sobre os lucros inesperados.