Fósseis de animais de 500 milhões de anos com três olhos são descobertos no Canadá

Paleontólogos do Museu Real de Ontário, no Canadá, divulgaram, na última sexta-feira, detalhes da descoberta de um reduto de fósseis do gênero Stanleycaris. Mais de 500 milhões de anos depois, esses exemplares tinham pedaços de cérebro e dos nervos dos animais ainda preservados. O estudo foi publicado na revista Current Biology.

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O Stanleycaris é um parente distante dos insetos atuais, e a descoberta deste fóssil pode jogar luz sobre a evolução dos artrópodes, os animais invertebrados dotados de esqueleto externo.

— Embora cérebros fossilizados do Período Cambriano não sejam novos, esta descoberta destaca-se pela surpreendente qualidade de preservação e pelo grande número de espécimes. Podemos até distinguir detalhes, como os centros de processamento visual que atendem aos olhos grandes, e traços de nervos que entram nos apêndices. Os detalhes são tão claros que é como se estivéssemos olhando para um animal que morreu ontem. — disse Joseph Moysiuk, um dos principais autores da pesquisa.

Os fósseis identificados pelos pesquisadores apontam que os animais do gênero tinha o cérebro dividido em dois segmentos. Os artrópodes atuais tem o mesmo órgão divido em três partes.

— Concluímos que um cérebro de dois segmentos tem raízes profundas na linhagem dos artrópodes e que sua evolução provavelmente precedeu o cérebro de três segmentos que caracteriza todos os membros vivos desse filo animal — completou Moysiuk.

O gênero Stanleycaris pertencia à ordem dos Radiodonta, inteiramente extinta na atualidade. Ele se distinguia dos demais radiodontas por ter um terceiro olho:

— A presença de um enorme terceiro olho em Stanleycaris foi inesperada. Ele enfatiza que esses animais eram ainda mais bizarros do que pensávamos, mas também nos mostra que os primeiros artrópodes já haviam desenvolvido uma variedade de sistemas visuais complexos, como muitos de seus parentes modernos. — disse Jean-Bernard Caron, curador do Museu Real de Ontário.

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