Faça você mesmo: como trazer a personalidade para dentro de casa

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RIO — Uma casa precisa ser aconchegante, e o toque para transformar uma residência em um lar está nos detalhes de apelo emocional, um forte do estilo de decoração “faça você mesmo”. Colchas de retalhos, adereços de macramê pendurados nas paredes e crochês cobrindo almofadas trazem esse ar acolhedor para a casa.

A designer de interiores Tainã Boone acredita que intervenções no ambiente trazem mais personalidade para a casa, que passa a ter a “cara” do morador. Além disso, optar por decoração autoral é mais econômico, fator importante no contexto de crise econômica.

Entre as escolhas mais populares durante a pandemia, ela aponta a pintura de parede com caneta permanente, com desenhos de folhagens, emoldurar pinturas dos filhos na parede, macramê e uso de pisca-pisca de Natal como parte da decoração.

É importante conhecer o próprio estilo. Para pessoas mais clássicas, a aposta é não ousar nas cores e no tamanho das intervenções no ambiente. No caso de um móvel vintage, ao invés de pintar toda a peça, pode-se optar por detalhes em crochê. Nas paredes, uma boa aposta é a decoração colorida, como macramê e bordados. Para os mais criativos, o céu é o limite:

— Pode colocar livros e macramê coloridos, pintura geométrica na parede. Outra dica boa é pensar em patchwork, a colcha de retalhos, que fica bem no quarto e na sala.

Na composição, o arquiteto Bruno Moraes recomenda que, antes de pendurar objetos na parede, o aspirante a artista deve usar papel craft ou fita crepe para simular o espaço e a estampa na parede, para ver se o acessório combina combina com o cômodo e se orna com o resto da mobília.

O movimento de busca por voltar a elementos de apego emocional durante a pandemia mostra uma necessidade de valorizar pequenos momentos e a história das famílias, segundo o arquiteto Bruno Moraes. Ele explica que isso fez com que as pessoas procurassem mais itens retrô e vintage, como crochê, macramê e bordados, além de “garimpar” a casa em busca de tesouros escondidos.

— Teve uma releitura do antigo, como pegar objetos antigos como raquete de tênis e coador, e fazer um bordado por cima para transformar em objeto de decoração. Pode pegar um objeto que vai ter um apelo afetivo, que era dos avós ou recordação da família, e transformar em algo completamente contemporâneo — afirma.

A designer de interiores Tainã Boone conta que, diferentemente de antes da pandemia, agora há uma preocupação maior com trazer personalidade para dentro de casa. Por isso, as decorações estão apostando mais em mostrar como cada um deseja se expressar pelas paredes e pelo mobiliário:

— Tinha um movimento em que as decorações de cada eram todas muito iguais, e ficavam sem personalidade. era quase que um ‘copia e cola’. Agora, isso mudou — conta a designer.

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