'Faço parte de outra ala', diz Simone Tebet sobre corrupção no MDB

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A senadora Simone Tebet, pré-candidata do MDB à Presidência da República, marcou distância do que chamou de "ala" do seu partido ligada a escândalos de corrupção, durante entrevista dada nesta segunda-feira ao podcast O Assunto, da TV Globo.

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Tebet atribuía aos governos do PT a ascensão de Jair Bolsonaro e os problemas atuais do país quando foi lembrada pela jornalista Renata Lo Prete que seu partido fez parte das gestões petistas e da corrupção tornada pública nos últimos anos.

A senadora foi defrontada com os casos do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o ex-ministro de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, ambos presos por corrupção e tornados símbolos dos desvios de dinheiro público na era Lava-Jato.

— Eu faço parte de uma outra ala do MDB, e denuncio os malfeitos do MDB. Minha escola é outra: a de Ulysses Guimarães, a de Pedro Simon — afirmou.

Em meio a críticas ao governo Bolsonaro, Tebet, no entanto, disse não estar preocupada com a quantidade de militares ocupando cargos civis na gestão federal. Ela afirmou, por outro lado, ver problemas em membros das Forças Armadas ocupando cargos no alto escalão do governo sem passarem à reserva.

— Eu não me preocupo se são 3 mil, 4 mil, 5 mil cargos (civis com militares). Se eles são eficientes, se são necessários, se têm expertise para o trabalho... Na parte administrativa, isso não me preocupa, de gestão. Agora, qualquer general da ativa, para ir para um ministério, ele tem que ir para a reserva — declarou ela.

Tebet disse ver com preocupação a "politização das Forças Armadas" e não a "militarização da política" e citou o projeto em discussão na Câmara que tirava dos governadores a autonomia para escolher comandantes da Polícia Militar como um exemplo grave. Para ela, o governo Bolsonaro flerta com autoritarismo e "tenta politizar" as Forças Armadas, mas a instituição seria responsável e "pronta para defender a democracia".

No entanto, a senadora chamou de "tentativa de fragilizar o processo eleitoral" as ofensivas que o Poder Executivo, com ajuda dos militares, via Ministério da Defesa, vem empreendendo contra o Tribunal Superior Eleitoral, sob o pretexto de tentar aperfeiçoar o sistema de votação a menos de quatro meses do pleito.

A senadora também revelou ter votado contrariamente à recondução do procurador-geral da República, Augusto Aras, à frente do órgão. Aliado de Bolsonaro, ele foi aprovado para o segundo mandato na PGR em agosto de 2021 por 55 votos a favor e dez contrários no Senado. A votação é secreta.

Tebet avaliou Aras com a nota "zero" pelo trabalho à frente da PGR, especialmente em relação à investigação sobre denúncias envolvendo membros do governo federal.

— Nota zero. Foi uma das razões que eu não o reconduzi. Eu não votei no Augusto Aras, ele sabe disso. Fiz a indelicadeza até de não recebê-lo em meu gabinete. E lamento muito por uma instituição tão séria como o Ministério Público.

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