Fabio Assunção sobre dependência química: 'Não é incurável, mas tratável. Hoje, estou forte e protegido'

Marcia Disitzer
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Estou no melhor momento da minha vida”, diz Fabio Assunção, entre uma resposta e outra da entrevista por chamada de vídeo. O fato de o mundo ter parado no ano passado, por causa da pandemia de Covid-19, obrigou o ator a se dar um tempo. Antes disso, já havia começado uma transformação corporal radical, compartilhada nas redes sociais. “Emagreci 27 quilos em cinco meses”, diz, com orgulho. Com os exercícios, também vieram a boa alimentação e a mudança no humor. “Fiquei mais ativo. A testosterona aumenta e a ansiedade diminui. Atividade física deixa a gente alegre, sem ficar eufórico, sente-se triste, mas não deprimido, fica com raiva, mas não sai quebrando tudo”, avalia.

Na entrevista, ator fala sobre a nova religião, Ifá, conta como encontrou a mulher, Ana Verena, de quem era vizinho de condomínio, e fala sobre dependência química: 'Não é incurável, mas tratável. Hoje, estou forte e protegido.

O GLOBO: Antes da pandemia, você começou a gravar “Fim”, série baseada no livro homônimo de Fernanda Torres. O fim, na verdade, foi um recomeço.

Fabio: Dá para brincar com os trocadilhos: a série se chama “Fim” e eu comecei gravando o velório do meu personagem. Voltaria em 20 dias e veio a Covid-19. Já estava no processo de perda de peso com o Chico Salgado (personal trainer) e a Adriana Tannure (nutricionista), buscando a estética que serviria ao Ciro, que morre de câncer. Minha meta era ficar com 19 quilos a menos. Acabei incorporando esses hábitos e perdi 27 em cinco meses. Fiquei mais ativo. A testosterona aumenta e a ansiedade diminui. Atividade física deixa a gente alegre, sem ficar eufórico, sente-se triste, mas não deprimido, fica com raiva, mas não sai quebrando tudo.

Na série “Onde está meu coração”, você vive o pai de uma dependente química. Qual é a importância de abordar esse assunto na TV?

As famílias precisam discutir esse tema. O que mais agrava o dependente químico é o silêncio e o estigma. Também devemos refletir sobre como a sociedade contribui, por meio de ganhos financeiros, na manutenção da dependência química. O usuário é colocado num palco, mas, nos bastidores, existe a sua construção.