"Satisfação" de Queiroz pareceu "bastante plausível" a Flávio Bolsonaro

Lucas Tomazelli
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Flavio Bolsonaro ao lado do ex-assessor Fabricio Queiroz - Foto: Reprodução
Flavio Bolsonaro ao lado do ex-assessor Fabricio Queiroz - Foto: Reprodução

Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) enquanto ainda estava preso em Bangu 8, Fabrício Queiroz afirmou que deu “satisfação” a Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) sobre o caso das rachadinhas. Sem explicar quais justificativas teria apresentado, o ex-assessor do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) satisfez o agora senador, como o próprio admitiu no final de 2018.

"Eu tive um contato com o senador — ele não era senador, era deputado, mas já estava eleito [portanto encontro teria sido no fim de 2018, antes da posse de Flávio como senador]. Eu dei satisfação a ele do que aconteceu. Ele estava muito chateado, revoltado. Ele falou: 'Não acredito que tu tenha feito isso, não acredito'", afirmou o ex-assessor em depoimento revelado pela TV Globo.

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Na sequência, Queiroz reafirma a irritação de Flávio sobre supostas ilegalidades cometidas pelo ex-assessor Queiroz, que admite que estava com “muita vergonha".

“Eu tinha que dar uma satisfação para ele. Aí encontrei com ele, demorou cinco minutos. Eu estava com muito vergonha, porque, quando aconteceu isso... é um fato isolado meu. E ele falou, estava desorientado. ‘Que que você fez, eu não acredito’. Eu resumi para ele sobre a ocorrência e nunca mais estive com ele", disse Queiroz.

No dia 07 de dezembro, também sem expor quais teriam sido as explicações do ex-assessor, afirmou que Queiroz tinha apresentado uma versão “bastante plausível”.

“Hoje o Fabrício Queiroz veio conversar comigo. Fui cobrar esclarecimentos dele sobre o que estava acontecendo. Ele me relatou uma história bastante plausível. Me garantiu que não teria nenhuma ilegalidade nas suas movimentações", disse o agora senador em uma das casas da família Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Esse foi o segundo depoimento prestado por Queiroz desde que foi preso na Operação Anjo, deflagrada no último dia 18 de junho - ele foi preso em um imóvel pertencente a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Na primeira oitiva, ele também foi ouvido pela Polícia Federal e deu declarações de teor semelhante.

A investigação do MPF apura suspeitas de vazamento na Operação Furna da Onça — o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, afirmou que a equipe do filho do presidente recebeu um vazamento da Polícia Federal do Rio avisando que foram detectadas movimentações financeiras atípicas de Queiroz e que ele foi demitido do seu cargo por isso.